O deputado Fernando Capez (PSDB), presidente da Assembleia Legislativa de São Paulo, afirmou nesta terça-feira, 11, que é vítima de uma "onda difamatória" e que não intercedeu em favor da Cooperativa Orgânica Agrícola Familiar (COAF), apontada como carro-chefe das fraudes em contratos de merenda escolar em dezenas de prefeituras e que mirava também a Secretaria da Educação do governo Alckmin.O esquema foi desmontado em janeiro pela Operação Alba Branca, missão integrada do Ministério Público Estadual e da Polícia Civil.Nos autos da Alba Branca, o lobista da COAF Marcel Júlio fechou acordo de delação premiada com a Procuradoria-Geral de Justiça e afirmou que o deputado tucano agiu em favor dos interesses da Cooperativa junto à Educação de Alckmin.Em troca, Capez teria recebido R$ 450 mil para sua campanha de reeleição, em 2014. A Cooperativa também teria cedido um carro para o comitê de Capez.Em nota pública, Capez disse que "repudia com indignação a tentativa de seu envolvimento na operação Alba Branca e considera absurda a afirmação de que teve qualquer tratativa de dinheiro com membros da COAF".O presidente da Assembleia chama a atenção para testemunhas ouvidas durante a investigação que, segundo ele, informaram que seu nome foi usado."Além de negarem, todas as testemunhas disseram que o nome do deputado foi usado", diz a nota.Ele revelou que, perante o Tribunal de Justiça, Marcel Julio fez um depoimento e negou "qualquer tratativa de dinheiro com o deputado"."Não tenho intimidade com o deputado Fernando Capez, até porque nunca me pediu dinheiro e nunca tive intimidade sobre isso", declarou o lobista ao desembargador Sérgio Rui, que é relator da investigação sobre Capez no TJ, Corte que detém competência para investigar parlamentares estaduais.A nota diz, ainda, que ao responder ao repórter Wallace Lara, da TV Globo, nesta terça, 11, Marcel Júlio "negou categoricamente que o deputado tenha pedido qualquer valor"."Até o momento, todas as testemunhas ouvidas na CPI, Corregedoria Geral da Administração e Tribunal de Justiça, sem exceção, negaram envolvimento do deputado e afirmaram que seu nome foi usado."O deputado afirma, ainda, que "não pediu carro nem verba para sua campanha a nenhum membro da COAF e não recebeu absolutamente nada".Ele disse "confiar que sua biografia de 30 anos de vida pública sobreviverá a toda essa onda difamatória".NOTA DE ESCLARECIMENTO DO DEPUTADO FERNANDO CAPEZ (PSDB)"O deputado Fernando Capez repudia com indignação a tentativa de seu envolvimento na operação Alba Branca e considera absurda a afirmação de que teve qualquer tratativa de dinheiro com membros da COAF. Além de negarem, todas as testemunhas disseram que o nome do deputado foi usado (cópia dos depoimentos à disposição). Marcel, negou em seu depoimento no Tribunal de Justiça, qualquer tratativa de dinheiro com o deputado ao dizer: ‘não tenho intimidade com o deputado Fernando Capez, até porque nunca me pediu dinheiro e nunca tive intimidade sobre isso’. FINALMENTE, ao responder ao repórter Wallace Lara (TV Globo) na data de hoje, 11/10, Marcel negou categoricamente que o deputado tenha pedido qualquer valor (áudio à disposição). Até o momento, todas as testemunhas ouvidas na CPI, Corregedoria Geral e Tribunal de Justiça, sem exceção, negaram envolvimento do deputado e afirmaram que seu nome foi usado.O deputado não pediu carro nem verba para sua campanha a nenhum membro da COAF e não recebeu absolutamente nada. Confia que sua biografia de 30 anos de vida pública sobreviverá a toda essa onda difamatória.Em 2015, ano do alegado pagamento, a Assembleia economizou quase 25 milhões por meio de renegociação de contratos." Fonte: Estadao Conteudo