Natasha Dal Molin, com agências
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Um dia depois de vir à tona a existência de documentos que apontam para um esquema de divisão de contratos de vigilância no governo do Distrito Federal, os deputados citados – o federal Eunício Oliveira (PMDB-CE) e os distritais Cristiano Araújo (PTB) e Eliana Pedrosa (DEM) – negaram as irregularidades. A alegação: asseguram que não interferem nos negócios de família.
Os três parlamentares concorrem no pleito de outubro e comandam ou têm parentes na direção de empresas que fornecem mão de obra terceirizada a órgãos públicos, um mercado que movimenta mais de R$ 200 milhões por ano, cujas relações constam em documentos sigilosos em poder do Superior Tribunal de Justiça (STJ).
Mesmo sendo dia se sessão ordinária, Eunício Oliveira não foi à Câmara dos Deputados. Segundo a própria Assessoria de Comunicação, ele está no Ceará, em campanha. A Assessoria informou ainda que está afastado das empresas desde 1998, não possuindo sequer qualquer gerência ou cargo.
À Justiça Eleitoral, no entanto, o deputado – que tem patrimônio de R$ 36,7 milhões – declarou ser dono de 98,9% da empresa de segurança Confederal, que em outubro, ainda no governo Arruda, assinou um contrato de R$ 2,4 milhões sem licitação.
Cristiano também preferiu não se manifestar. A assessoria da Fiança, empresa de vigilância do pai do distrital que faturou entre 2007 e 2009 R$ 218 milhões, afirmou que a empresa participa de licitações e negou qualquer irregularidade no processo. “Desde que Arruda e Cristiano tomaram posse, houve redução nos valores dos contratos do GDF com a Fiança”, garantiu a assessoria da Fiança.
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