Sionei Ricardo Leão
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Antes de sair em busca dos votos dos eleitores, os candidatos disputaram dentro de suas legendas a melhor combinação numérica que os identificará na urna, em outubro. A razão é simples: entrar na cabeça do eleitor com uma sequência fácil ou fazendo com que ligue a algum número emblemático.
Prova disso é que muitos candidatos querem no número de registro, por exemplo, o 193 – que lembra a emergência do Corpo de Bombeiros. Mas vale apelar para algarismos de fácil memorização e, até mesmo, de sonorização agradável.
Também são disputadas as terminações aritméticas em escala crescente – como 123 ou 456. Nesse exemplo, o PDT tem combinações interessantes: como os dois primeiros dígitos da legenda são 12, foi possível oferecer ao candidato à reeleição ao Senado, Cristovam Buarque, o número 123. O concorrente a deputado federal Reguffe ficou com 1234. Não por acaso ambos são bons de voto.
No momento da definição, a lei do mais forte costuma dar bons resultados. No PT, o 1313 ficou com o influente Geraldo Magela. Entre os democratas, o senador Adelmir Santana (DEM-DF) – atual presidente loca da legenda – ficou com o 2525. Segundo o parlamentar, além de boa sonorização, os quatro dígitos têm uma superstição positiva.
Santana lembra que o 2525 já foi usado em campanhas vitoriosas, como a de Paulo Octávio e Alberto Fraga, que conquistaram mandatos pelo DEM com essa mesma sequência numérica.
Esta também foi a razão de Messias de Souza (PCdoB), candidato a deputado federal. Depois da boa projeção que ganhou na disputa indireta para governador do DF, aproveitou a maré e pegou o 6565, de fácil memorização e que já pertenceu a Agnelo Queiroz. Admite que o número está no inconsciente coletivo desde que o hoje petista elegeu-se deputado federal com esta combinação.
Cláudio Abrantes (PPS), também conhecido como o Cristo de Planaltina, requisitou o final 33, dígitos que simbolizam a idade que Jesus teria quando foi crucificado. “Procuramos usar essa identidade, mas de forma discreta”, justifica.
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