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Política & Poder

Candidatos de olho nos votos evangélicos

Arquivo Geral

15/09/2010 8h16

Sionei Ricardo Leão

sionei.leao@jornaldebrasilia.com.br

 

Não fosse Joaquim Roriz um político conhecido nacionalmente, poderia se achar que, no sábado passado, se estava diante de um pastor. O gestual, o discurso, as comparações, tudo lembrava o de um homem no púlpito. A diferença é que, em vez das questões divinas, o conteúdo da conversa ali era bem terreno. O assunto era eleição, votos e demonização dos adversários.

 

Tal postura faz sentido. Primeiro, porque os evangélicos no DF somam  cerca de 460 mil pessoas. Quanto mais o candidato se adaptar para chegar a este público, mais simpatias angaria. Mas este teatro serve também para reforçar uma imagem, ante eleitores que não tem qualquer conexão com religião.

 

O cientista político do Instituto de Ciência Política da Universidade de Brasília (UnB), Paulo Kramer, disse que o comportamento de Roriz “faz todo sentido que ele tenha agido dessa maneira em razão do perfil do eleitorado”.

 

Roriz estava inspirado. Com um exemplar da Constituição nas mãos, definiu os adversários como “demônios”. Associou a cor vermelha, do PT, à criminalidade. Afirmou que o azul da sua campanha representa tudo que é bom, inclusive o céu cristão. O Datafolha calcula que em geral, os evangélicos sejam pelo menos 25% das cédulas eleitorais.

 

Para o cientista político César Romero Jacob, da PUC do Rio, no cenário atual, qualquer candidato que queira conquistar um mandato eletivo precisa incluir na sua estratégia eleitoral um apelo aos evangélicos. Conforme observa, há uma tendência que une religião e perfil socioeconômico, pois grande parte segmento reside em periferias das maiores metrópoles urbanas.

 

Leia mais na edição desta quarta-feira (15) do Jornal de Brasília.

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