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Política & Poder

Candidatos ao Senado pelo DF dão prioridade a mudanças tributárias e políticas

Arquivo Geral

01/10/2014 7h00

Todo mandato precisa de um primeiro passo, que pode dar sinais de como será a atuação do parlamentar durante os anos seguintes. Por isso, o Jornal de Brasília conversou com os candidatos ao Senado para saber o que eles devem priorizar no início do tempo a qual podem ser eleitos. O discurso da economia  foi uma das bandeiras levantadas pelos concorrentes, mas as reformas política e tributária também foram citadas.

Caso seja reeleito, Gim Argello (PTB) dará destaque à regularização fundiária. Para ele, essa seria uma das suas missões nos seis primeiros meses de 2015. “É preciso transferir as terras da União para o Distrito Federal e assim vai ser possível regularizar. Descobri o caminho nos últimos tempos e não tem erro ”, afirmou. O candidato do PTB destaca a reforma tributária como tema importante. “Fui autor de vários programas de refinanciamento de dívidas e essa será uma das minhas bandeiras”, complementou Gim, que pretende também apoiar uma reforma política e partidária.

O trabalho em torno da candidatura de Gim tem sido intenso. Ele tem sido citado por outros membros da chapa.“Precisamos eleger o Gim. Não vamos jogar fora uma vaga do DF no Senado com alguém que não faz nada, com um pastel de vento”, disse Flávia Arruda, candidata a vice-governadora.

Tesoura nas mãos

Já o deputado federal José Antônio Reguffe (PDT) pretende entrar de cabeça na proposta de reforma política. “Vou lutar pelo fim da reeleição para cargos executivos e limitada apenas a um mandato, voto facultativo e distrital, possibilidade de candidatura sem filiação partidária e sistema de  revogabilidade de mandato”, disse. Reguffe também promete reduzir o número de assessores de 55 para 14 e os gastos totais de gabinete em pelo menos 50%. A redução da carga tributária também estará em pauta.

O aliado Rodrigo Rollemberg (PSB), candidato ao governo, tem sido cabo eleitoral de Reguffe. No debate do Jornal de Brasília, Rollemberg disse “estar honrado em tê-lo na chapa”.

Magela apertará os cintos

A austeridade é uma das promessas do deputado federal Geraldo Magela (PT) como candidato ao Senado. No primeiro mês, o petista pretende apresentar uma proposta de redução do número de assessores de todo o Poder Legislativo, o que inclui Senado, Câmara dos Deputados, assembleias estaduais e municipais. Magela pretende, com o dinheiro economizado, apoiar a contratação de médicos da rede pública de saúde.

Para ser eleito, o deputado tem mostrado realizações durante sua carreira e mais recentemente como secretário de Habitação. 

A tucana Sandra Quezado quer fazer um levantamento sobre todas as creches do Distrito Federal. Com isso, ela pretende ter a consciência do que pode ser feito com o mandato no Senado. “As mulheres estão sobrecarregadas de obrigações porque precisam trabalhar, mas não conseguem porque não têm onde deixar seus filhos”, disse.

A candidata aposta nas reivindicações das mulheres para conseguir ser a primeira eleita para o cargo.

Candidato quer ser fiscalizado por conselho

Radicalizar logo nos primeiros dias será a aposta de Aldemário Araújo (PSOL), se obtiver êxito nas eleições. A dispensa de mordomias prometida pelo candidato do PSOL não é pequena. Ele pretende avisar ao presidente do Senado que não utilizará carro oficial e nem usará aviões da Força Aérea Brasileira para se deslocar pelo País. 

Ele diz que devolverá os salários extras, 14º e 15º, assim como o auxílio moradia. Na verdade, esses salários já não existem mais. 

Mas a maior novidade apresentada foi a convocação de um conselho popular para a fiscalização do próprio mandato. “Vou chamar entidades como a OAB, que  indicarão pessoas para observar o meu trabalho no Senado. Se a lógica do mandato é ser um representante da população, me parece natural contar com esse tipo de instrumento. Mas você não vê outros candidatos fazendo esse tipo de coisa”, desafiou.

Aldemário entra na eleição para quebrar um tabu, assim como seus companheiros de chapa. O PSOL nunca elegeu ninguém no Distrito Federal. Já no Congresso Nacional, o partido conta com um senador e três deputados federais.

Ponto de vista

Ao apostar na reforma política, Reguffe tem consciência de que deve enfrentar resistência de outros parlamentares no Congresso Nacional. Mesmo assim, o candidato do PDT pretende apostar cada vez mais nessa plataforma, sem se preocupar com as críticas. “As pessoas que pensam como eu vão ter um representante. Não há problema em pensar diferente. É democrático”, disse.

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