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Política & Poder

Candidatos ao GDF partem para a ofensiva em debate

Arquivo Geral

14/10/2014 7h00

Os candidatos ao Buriti no segundo turno Jofran Frejat (PR) e Rodrigo Rollemberg (PSB) se encontraram em mais um debate na televisão, desta vez no SBT. Com a proximidade da decisão das urnas, ambos elevaram o tom dos ataques pessoais, deixando de lado as propostas.

O debate foi dividido em dois blocos de perguntas entre os candidatos, um com perguntas de jornalistas e o quarto e último para considerações finais.

Entrar pela janela

O primeiro ataque foi de Frejat, que acusou Rollemberg de “entrar pela janela no serviço público”, quando foi nomeado para o Senado. “Fui efetivado pela Constituição de 1988, como milhões de brasileiros”, respondeu o candidato do PSB, que mais tarde, após pergunta dos jornalistas da emissora, afirmou que não responde a processo do chamado “trem da alegria”, que tenta tirar do cargo servidores efetivados cinco anos antes da Carta Magna.

Rollemberg, por sua vez, acusou Frejat de responder a quatro processos do Ministério Público. Seriam de improbidade administrativa, compra sem licitação e contratação de apadrinhados para programas de saúde preventivas.

Frejat afirmou que o processo por falta de licitação ocorreu porque, quando secretário de Saúde, comprou remédios para pacientes com câncer. “Fui acusado levianamente. Estou respondendo, sim porque comprei remédios para câncer, pois não ia esperar a licitação ficar pronta enquanto as pessoas morriam”, retrucou.

Mudanças de partido

Jofran Frejat também aproveitou para falar sobre as mudanças de posições do partido de Rollemberg, que participou dos dois governos de Lula (PT), o de Dilma (PT), apoiou a candidatura de Marina Silva (PSB) após a morte de Eduardo Campos e agora apoia Aécio Neves (PSDB). Ele acusou de “oportunismo” o candidato do PSB.

Rollemberg garantiu que foi Aécio quem procurou o partido em busca de apoio. Já Frejat afirmou que sempre esteve ao lado de Aécio e que, mesmo após o tucano ter apoiado seu adversário, continuará apoiando o presidenciável.

É hora de evitar qualquer tese de “já ganhou”

As coordenações de campanha do de Rodrigo Rollemberg e Jofran Frejat comentaram a pesquisa Ibope, que mostram a manutenção da liderança do candidato do PSB.

Apesar da dianteira, a coordenação de campanha de Rollemberg, afirmou que qualquer crescimento por parte de seu adversário deve ser vista com atenção, mas não acredita que Frejat possa conseguir reverter a vantagem de 20 pontos, se contabilizados os votos válidos. Para a coordenação, isso não significa que o senador “já ganhou, mas que está em uma posição confortável”.

A assessoria de Frejat informou que o candidato não comentaria a pesquisa, mas comemorou o crescimento em relação as pesquisas anteriores. Para ela, os novos número representam a queda de Rollemberg e a ascensão de Frejat.

Para a equipe de Frejat, a estratégia de confrontar a experiência do veterano em relação a passagem do candidato do PSB por cargos no Executivo tem funcionado.

Já a equipe de Rollemberg afirma que não mudará a estratégia e evitará provocações do adversário.

Pontos de confronto
 
1. Jofran Frejat chamou de “eleitoreira” a proposta de Rollemberg de realizar eleições para administradores regionais. Segundo o candidato, a escolha pelo sistema causará problemas judiciais, se for necessária a retirada do administrador do cargo.
 
2. O candidato do PR questionou também a política de cargos comissionados que foi proposta por Rollemberg, em um eventual governo.  Para Frejat, o fato do candidato do PSB não ter sido efetivado por meio de concurso público, não lhe daria autoridade para falar sobre concursos.
 
3. Rollemberg afirmou que, se eleito, reduzirá o número de cargos de livre provimento, mas manterá em funções comissionadas os servidores de carreira, como forma de valorizá-los.
 
4. Frejat afirmou que   pretende incentivar o ensino técnico para alunos que estejam terminando o ensino médio e voltar com o Bolsa Universitária. Os alunos do programa serão contratados para trabalhar nas  escolas integrais.
 
Saiba mais
 
De acordo a coordenação de campanha de Rodrigo Rollemberg, faz parte da estratégia de segundo turno evitar comportamento mais agressivo do candidato.
 
Para ela, o tom de Rollemberg subiu por conta das provocações de Frejat, mas foi por conta própria dele.
Frejat tem dito que eleição de Rollemberg é a repetição do governo de Agnelo Queiroz (PT).

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