Bruna Torres
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A propaganda é a alma do negócio, já dizia o velho jargão publicitário. Justamente por causa disso, porque o candidato é um produto a ser consumido – ou melhor, escolhido –, é que as campanhas saem à caça de marketeiros para torná-los palatáveis, simpáticos, bonitos, inteligentes e, em alguns casos, até honestos.
Claro: o objetivo do Marketing Político é fazer o consumidor – ou melhor, eleitor – acreditar que aquele candidato tem as respostas que toda a sociedade busca. Paulo José Cunha, especialista em Marketing Político pela Universidade de Brasília (UnB), mostra que a campanha eleitoral tem rigor científico – com recursos de pesquisas, eletrônicos e forte presença da internet. “Sobretudo, a utilização de cientistas políticos nessa área é capaz de converter as eleições em benefício de candidatos”. Isto acontece pelo fato de as campanhas trabalharem com especialistas que conhecem e estudam política, e sabem como atingir os eleitores.
Cunha salienta que, com a ajuda de marketeiros, o candidato descobre onde é mais forte e onde pode se fortalecer. Acrescenta que muitos postulantes trabalham com a imagem, que “muda a opinião das pessoas. Infelizmente ligam mais para a forma do que para o conteúdo”. Nisso concorda Luís Costa Pinto, coordenador da campanha de Agnelo Queiroz, candidato da coligação PT-PMDB ao Palácio do Buriti. “O trabalho da agência ajuda muito não só na criação, mas, sobretudo, na estratégia, ao analisar pesquisas. Nos auxiliam também em como traduzir nossa proposta aos eleitores”, explica.
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