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Política & Poder

Candidato a vice de Pablo Marçal é réu em ação que apura ameaças e associação criminosa

Leonardo “Avalanche”, presidente do PRTB, também é alvo de ao menos cinco inquéritos da Polícia Federal, segundo denúncia

Redação Jornal de Brasília

20/08/2026 6h41

Foto: Reprodução

Foto: Reprodução

Leonardo “Avalanche”, presidente do PRTB e candidato a vice-presidente na chapa de Pablo Marçal, responde a uma ação penal na Justiça de São Paulo por suspeitas de crimes como associação criminosa, ameaça e manipulação de informações de sistema público. A denúncia foi recebida em março e tramita sob segredo de Justiça. O processo teve origem em uma investigação sobre violência política contra mulher, pela qual o dirigente também é réu.

Segundo informações da denúncia do Ministério Público Eleitoral (MPE), duas pessoas obtiveram medidas protetivas contra Avalanche e ele está proibido de se aproximar delas a menos de 500 metros ou estabelecer contato. Uma testemunha que trabalhou para o político também está sob proteção da Polícia Federal. O depoimento dessa pessoa teria relatado outros crimes, entre eles um episódio envolvendo Rachel de Carvalho, então vice-presidente do partido.

De acordo com a acusação, Rachel teria sido pressionada a deixar o cargo após a dissolução do diretório paulista do PRTB, que era comandado por ela. O MPE afirma que, em 16 de março de 2024, ela foi levada ao escritório do advogado Joaquim Pereira de Paulo Neto, onde teria sofrido ameaças. Em outro episódio, ocorrido em 3 de abril, Rachel relatou ter sido levada a um local onde estavam integrantes declarados do PCC, após ser abordada em uma unidade do McDonald’s, quando estava de luto pela morte do pai.

Ainda segundo a denúncia, Rachel teria sido ameaçada para assinar digitalmente um documento de renúncia à vice-presidência do partido. O MPE também sustenta que Avalanche buscava ampliar o controle sobre o PRTB para viabilizar a candidatura de Pablo Marçal à Prefeitura de São Paulo e obter vantagens financeiras com a distribuição de diretórios municipais. Além da ação judicial, Leonardo é investigado em pelo menos outros cinco inquéritos da Polícia Federal por suspeitas relacionadas aos mesmos fatos. As acusações ainda serão analisadas pela Justiça, e o réu tem direito à defesa e à presunção de inocência.

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