Andrei Ribeiro
Folhapress
O programa de governo da candidata à Presidência da República Samara Martins (Unidade Popular) recebeu críticas nas redes sociais por preencher apenas uma página e meia.
Registrado no site do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), o documento da sigla de esquerda apresenta 16 pontos, com uma ou duas linhas para cada, em que defende propostas como a revogação das reformas trabalhistas e da Previdência, “reajuste de 100% do salário mínimo” e “fim do feminicídio e prisão de todos os agressores”.
No X (ex-Twitter) e na caixa de comentários dos perfis do partido e da candidata no Instagram, eleitores reclamaram da falta de detalhamento das propostas, além de erros ortográficos e inconsistências no plano. Como exemplo, o documento pula do ponto três para o cinco, excluindo o ponto quatro.
Como comparação, outros presidenciáveis como Lula (PT), Renan Santos (Missão) e Romeu Zema (Novo) protocolaram programas com cerca de 80 páginas.
Em meio à repercussão, o partido anunciou no domingo (16) que havia anexado outra versão do programa no site do TSE. À Folha, a candidata afirmou que o primeiro documento era provisório e havia sido publicado enquanto o programa definitivo estava sendo revisado e finalizado.
O novo documento tem 67 páginas e explora cerca 20 eixos temáticos como educação, saúde e segurança. Também dedica espaço aos fundamentos da marxista defendida pela sigla.