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Política & Poder

Campanha de Lula reage a Flávio Bolsonaro em meio a novas revelações sobre Lulinha

Disputa eleitoral ganha novo foco após informações sobre relações de filho do presidente com lobista; petistas tentam deslocar debate para vínculos de Flávio com o Banco Master

João Victor Rodrigues

21/08/2026 6h57

Foto: Evaristo Sá/AFP

A campanha de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) intensificou os ataques a Flávio Bolsonaro (PL) durante a primeira semana da corrida presidencial, enquanto novas informações sobre Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, passaram a pressionar o núcleo petista. O filho do presidente voltou ao centro do debate por causa de sua relação com a lobista Roberta Luchsinger. Diante do desgaste, aliados de Lula ampliaram a ofensiva contra o adversário.

O PT passou a cobrar novamente explicações de Flávio sobre sua relação com Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, e sobre os R$ 61 milhões destinados à produção do filme Dark Horse, que retrata o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Há três meses, o senador havia afirmado que apresentaria a prestação de contas dos recursos utilizados no longa. Na quinta-feira (20/8), porém, declarou que o assunto está encerrado e afirmou que Lula é quem deveria prestar esclarecimentos.

Durante uma agenda em São Paulo, Flávio disse que documentos relacionados ao filme haviam sido vazados de um processo e demonstrariam que os recursos foram devidamente contabilizados. O argumento provocou reação entre integrantes da campanha petista. Éden Valadares, secretário de Comunicação do PT, acusou o senador de mentir, enquanto o deputado Lindbergh Farias (PT-RJ) questionou a tentativa de transferir para Lula a responsabilidade por explicar a atuação do Banco Master, que, segundo ele, se expandiu durante o governo Bolsonaro.

Além do embate envolvendo o banco e o financiamento do filme, o PT passou a recuperar episódios controversos da trajetória política de Flávio. Entre eles estão as acusações relacionadas ao esquema de “rachadinha” no período em que ele era deputado estadual e as suspeitas de lavagem de dinheiro envolvendo uma loja de chocolates da qual foi sócio. Em publicação nas redes sociais, o partido também citou a relação do senador com o miliciano Adriano da Nóbrega e com Rodrigo Bacellar, ex-presidente da Alerj, além de questionar a escolha de Alfredo Gaspar (PL-AL) para vice na chapa e uma denúncia de suposto estupro contra o deputado.

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