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Política & Poder

Câmara dos Deputados homenageia Marielle Franco e Anderson Gomes

Sessão solene marcou oito anos do assassinato do casal no Rio de Janeiro, com discursos sobre a condenação dos mandantes pelo STF e a luta por direitos humanos.

Redação Jornal de Brasília

11/03/2026 15h50

arrielle franco

Foto: Bruno Spada / Câmara dos Deputados

A Câmara dos Deputados realizou sessão solene nesta quarta-feira (11) para prestar homenagem à vereadora carioca Marielle Franco e ao seu motorista, Anderson Gomes, oito anos após o assassinato deles no Rio de Janeiro, em 14 de março de 2018.

A sessão foi presidida pelo deputado Tarcísio Motta (Psol-RJ), colega de partido de Marielle. Ele destacou que a vereadora representava uma ‘pedra no caminho’ dos interesses econômicos das milícias e enfatizou que a semente plantada por ela germinou, com os movimentos sociais impedindo que o crime político ficasse sem elucidação.

Motta também observou que a recente condenação dos mandantes no Supremo Tribunal Federal (STF), em 25 de fevereiro, por unanimidade, foi uma derrota para os assassinos. Os irmãos Domingos e Chiquinho Brazão foram condenados a 76 anos de prisão cada, enquanto outros três envolvidos receberam penas por homicídio e obstrução de justiça.

Uma das autoras do requerimento para a sessão, a deputada Talíria Petrone (Psol-RJ), afirmou que o evento ocorre em um momento importante para a democracia, com a condenação representando uma resposta fundamental.

Mônica Benício, viúva de Marielle, ressaltou que a justiça não terminou com a condenação dos mandantes, mas que ela foi essencial para a democracia.

A ministra de Igualdade Racial, Anielle Franco, irmã de Marielle, defendeu que o projeto político de proteção às mulheres se torne realidade, criticando violências como o recente estupro coletivo no Rio de Janeiro, envolvendo cinco homens acusados de estuprar uma adolescente de 17 anos.

Participando virtualmente, Agatha Arnaus Reis, viúva de Anderson Gomes, disse que a justiça transformou a esperança em algo concreto e abriu caminho para questões maiores no Brasil, como uma tarefa do presente.

A ministra interina das Mulheres, Eutália Barbosa, destacou que Marielle transformou sua história em uma trincheira de luta e dignidade.

A secretária-executiva do Ministério dos Direitos Humanos, Janine Mello, enfatizou que a luta pela memória de Marielle e Anderson vai além da responsabilização criminal e requer pactuação contra crimes como esse, avançando a agenda de proteção aos defensores de direitos humanos e contra a violência política, de gênero e de raça.

*Com informações da Agência Câmara de Notícias

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