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Câmara aprova medidas de prevenção ao suicídio em plataformas digitais

Comissão de Comunicação altera Marco Civil da Internet para exigir ações contra automutilação em redes sociais.

Redação Jornal de Brasília

14/01/2026 17h42

ossesio silva

Foto: Vinicius Loures/Câmara dos Deputados

A Comissão de Comunicação da Câmara dos Deputados aprovou, em dezembro, uma proposta que altera o Marco Civil da Internet para incluir medidas de prevenção ao suicídio e à automutilação em plataformas digitais, como redes sociais e outros serviços online.

O texto aprovado é o substitutivo do relator, deputado Ossesio Silva (Republicanos-PE), ao Projeto de Lei 668/25, de autoria do deputado Benes Leocádio (União-RN). Diferente da proposta original, o substitutivo estabelece que as empresas deverão ‘envidar esforços’ para implementar políticas de prevenção, respeitando limites técnicos e a legislação vigente.

O relator justificou a mudança argumentando que a redação inicial criava obrigações genéricas e de difícil execução, com risco de contrariar o Marco Civil ao impor monitoramento irrestrito. A nova versão garante proporcionalidade e compatibilidade com as operações das plataformas.

Entre as medidas previstas estão a exibição de informações e contatos de serviços de apoio psicológico, com base em uma lista única divulgada por autoridade competente; restrição ou redução da circulação de conteúdos que incentivem ou instruam tais práticas; facilitação do acesso a informações de ajuda; e elaboração de relatórios periódicos, preferencialmente semestrais, com dados agregados e anonimizados.

Ossésio Silva destacou que a divulgação de contatos de ajuda será aprimorada, com uma lista única para garantir padrão e confiabilidade. Além disso, as plataformas só serão responsabilizadas por descumprimento se houver dolo ou negligência grave, com sanções proporcionais à falha, oferecendo maior segurança jurídica.

O projeto tramita em caráter conclusivo e segue para análise da Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania. Para se tornar lei, precisa de aprovação na Câmara e no Senado.

*Com informações da Agência Câmara de Notícias

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