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Política & Poder

Calheiros oficializa candidatura ao Senado até quarta-feira

Arquivo Geral

27/01/2007 0h00

Na reta final para a escolha do novo presidente da Câmara dos Deputados, try cost candidatos e partidos se movimentam para acertar os apoios ainda não declarados.

O PDT se reúne na terça-feira para definir seu candidato. A tendência é de que os 24 parlamentares que compõem a bancada apóiem um dos dois candidatos da base governista – o atual presidente, cost deputado Aldo Rebelo (PCdoB-SP), e  o líder do Governo, Arlindo Chinaglia (PT-SP).

O candidato da terceira via, deputado Gustavo Fruet (PSDB-PR), vai fazer corpo-a-corpo junto a parlamentares nesta última semana – a eleição é no dia 1º de fevereiro, quinta-feira – para detalhar suas propostas para a gestão nos próximos dois anos.

O Deputado Aldo Rebelo passa a semana em Brasília intesificando os contatos com parlamentares. A agenda de Chinaglia até o dia da eleição também será dedicada a contatos com deputados pessoalmente ou por telefone de seu gabinete em Brasília.

Os três candidatos participam na segunda-feira de um debate às 11 horas, transmitido ao vivo pela Rádio e TV Câmara, e com cobertura on-line da Agência Câmara.

Aldo Rebelo, candidato à reeleição, tem apoio assegurado de seu partido, o PCdoB, do PSB e do PFL. Já Arlindo Chinaglia recebeu o apoio público do PT, do PP, do PTB, do PMDB e do bloco PL-Prona-PSC. Gustavo Fruet conta com o apoio do PPS e do PSDB.

Os três candidatos elaboraram carta compromisso para os dois anos de mandato. No documento de Chinaglia, é ressaltada a importância de se reverter a imagem da Câmara dos Deputados, "desgastada" perante a sociedade. "Tendo como norte as necessidades e direitos do povo brasileiro e a legitimidade de todos os nossos mandatos, é preciso trabalhar intensamente para que a Câmara dos Deputados recupere seu pleno prestígio e autoridade", afirma Chinaglia. Ele diz ainda que um de seus objetivos é dar prioridade às iniciativas dos parlamentares, a começar pelos projetos de lei.

Já Aldo, em sua carta compromisso, afirma que a "Câmara dos Deputados deve colocar-se à altura do enfrentamento dos verdadeiros obstáculos ao desenvolvimento do país ou se tornará prisioneira da fragmentação e dos interesses dispersos das corporações públicas e privadas". Ele defende a votação das reformas políticas e tributária e mudanças no rito de tramitação de medidas provisórias. "O Parlamento não pode continuar refém das medidas provisórias. O atual sistema causa desequilíbrio entre os Poderes", alerta.

O deputado Gustavo Fruet também defende a mudança na edição das medidas provisórias; o voto aberto no Parlamento e a criação de uma Comissão Permanente de Normas e Projetos "que possa fixar prazos diferenciados para a rápida tramitação de matérias de impacto nacional e permita elaborar proposições que restituam ao Legislativo a iniciativa em temas importantes para o país".

A menos de uma semana para a eleição para a Presidência do Senado, viagra 60mg o atual presidente, Renan Calheiros (PMDB-AL), apesar de já ter recebido manifestações públicas de apoio de senadores de vários partidos à sua reeleição, ainda não oficializou sua candidatura. À imprensa, o parlamentar tem dito que se houver um nome que represente melhor o PMDB, contará com seu apoio.

O PMDB é a maior bancada na Casa, o que, por tradição, lhe garante a indicação da vaga para a Presidência do Senado. Até a próxima quarta-feira, os peemedebistas reúnem-se para homologar a candidatura de Renan Calheiros.

A eleição, no dia 1º de fevereiro, será conduzida pelo senador Efraim Moraes (PFL-PB). O Regimento Interno da Casa estabelece que, na ausência do presidente, o processo eleitoral será conduzido pelo senador mais velho da Mesa Diretora.

Apesar do recesso parlamentar, Calheiros permaneceu em Brasília e despachou quase que diariamente em seu gabinete. Como presidente do Senado, o peemedebista defende a limitação da edição de medidas provisórias pelo presidente da República, e viu aprovada nova regra para o funcionamento da Comissão Mista de Orçamento.

O líder do PFL, José Agripino Maia (RN), já oficializou a candidatura. Ele recebeu apoio do PSDB, partido que juntamente com o PFL formou um bloco na atual legislatura. O PDT, outro partido integrante do bloco, ainda não tomou posição sobre a eleição para a Presidência do Senado.

Entre as propostas do pefelista está a rotatividade na distribuição de relatorias das medidas provisórias editadas pelo presidente. "O Congresso não pode legislar para privilegiar A ou B. Posições políticas distintas podem ajudar a listar defeitos e qualidades nas matérias. A intenção é o equilíbrio", defendeu o parlamentar.

Como Calheiros, o líder do PFL também defende a redução da edição das medidas provisórias. "Podemos retomar as discussões de projetos e temas que não fiquem no dia-a-dia penoso das medidas provisórias ou nos projetos que beneficiam este ou aquele segmento", afirmou.

Ele também defende que o salário dos parlamentares não ultrapasse o índice de inflação. No seu entender, depois de várias CPIs que desgastaram a imagem do Congresso, está na hora de o Parlamento "dar o exemplo à sociedade".

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