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Política & Poder

Caixa de pandora: O 27 de Novembro deveria ser lembrado como Dia da Infâmia

Arquivo Geral

26/11/2010 7h58

Fabio Grecchi
fabiogrecchi@jornaldebrasilia.com.br

 

Não se pode dizer que as imagens sejam apenas chocantes, ultrajantes. Vão além: são  quase inacreditáveis. A tranquilidade com que todos manuseiam pacotes de dinheiro é de fazer corar frade de pedra. Ninguém se constrange, não há o menor sinal de remorso. Há até sorrisos e, num caso muito especial, uma oração. Como se Deus endossasse a bandalheira.

 

A casa caiu para todos, que estranhamente continuam aí e não fazem a menor questão de se esconder. Dos poucos, Arruda experimentou a humilhação de ir preso. Outros, largaram o GDF como ratos abandonam o navio antes do afundamento. Houve quem submergisse para que os negócios não fossem prejudicados. Também teve quem fosse trabalhar na recente campanha política. Assim como, dentre esses personagens, houve quem tivesse a desfaçatez de pedir uma alta soma em dinheiro ao então candidato Agnelo Queiroz para que passasse a apoiá-lo nas páginas de jornal.

 

O 27 de novembro deveria ser o nosso Dia da Infâmia. Data a ser lembrada com bandeira a meio-mastro, em respeito. Nesse dia, a moralidade foi estuprada, a decência assassinada, a honestidade ridicularizada, a honradez manietada. E devemos lutar para que jamais aconteça de novo.

 

 

 

Leia mais na edição desta sexta-feira (26) do Jornal de Brasília

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