O governador de Goiás, Ronaldo Caiado, avaliou como positiva a megaoperação da Polícia Federal que desarticulou o Primeiro Comando da Capital (PCC) e seu esquema de lavagem de dinheiro em várias regiões do país. “Eu sou uma pessoa que parabeniza todos aqueles que têm como objetivo punir, prender e confiscar 100% de tudo aquilo que é fruto do narcotráfico”, afirmou.
Caiado aproveitou para reiterar sua defesa de que as polícias estaduais tenham acesso aos relatórios de inteligência produzidos pelo Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf). Segundo ele, o acesso a essas informações é essencial para operações de combate ao crime organizado. “Hoje só o governo federal tem acesso a essas informações. Os estados precisam desses dados para rastrear o dinheiro do crime organizado. Essa é exatamente a minha grande luta para que possamos ter resultados concretos”, declarou.
O governador destacou que o compartilhamento de informações permitiria que os estados entendessem melhor como as facções desviam e lavam dinheiro, transformando recursos ilícitos em impérios imobiliários, industriais ou investimentos em criptomoedas. “Se os Estados tivessem acesso, certamente chegaríamos muito mais rápido às pessoas que transformam o Caixa 2 em grandes fortunas”, completou.
Atuação limitada dos estados
Caiado observou que, atualmente, as forças de segurança estaduais estão restritas a operações de inteligência e barreiras policiais. “Na parte financeira, ficamos de mãos atadas. Temos toda a suspeita, mas precisamos provar. Por isso insisto que uma autoridade do estado precise ter acesso ao Coaf para combater crimes que hoje não conseguimos enfrentar”, explicou.
A proposta de emenda à Constituição apresentada pelo governador busca ampliar a autonomia dos estados na definição de estratégias de combate ao crime e prevê a colaboração entre forças de segurança estaduais, Polícia Federal e outras instâncias federais.