Francisco Dutra
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O governo Rollemberg prometeu que quitará todas as dívidas com valor até R$ 50 mil antes do dia 31 de maio. Conforme a coluna Do Alto da Torre antecipou, o Buriti retomou o pagamento dos débitos herdados por governos passado, entre 2008 e 2014. A dívida atual está em R$ 1,1 bilhão.
Dessa forma, o Executivo espera sanar as pendências com 56,4% dos fornecedores. As 781 empresas com quantias maiores à receber, também receberão o pagamento desse valor. O restante seguirá o fluxo de caixa do Distrito Federal.
“É o primeiro passo. Estamos fixando um cronograma até o dia 31 de maio para quitar a dívida com 57% dos fornecedores, ou seja com 1.011 empresas. A partir disso e a partir do resultado da securitização, da venda de terrenos e do comportamento da arrecadação tributária, a gente vai poder apontar um cenário para o pagamento das demais dívidas”, declarou o governador Rollemberg. A securitização consiste na venda da carteira de devedores da dívida ativa do DF para instituições financeiras.
Pelas contas de Rollemberg, o GDF amargava um rombo de R$ 6,5 bilhões em 2015. Deste total, R$ 3 bilhões seriam dívidas do governo anterior e um buraco no orçamento de R$ 3,5 bilhões. Segundo o governador, grande parte da dívida com fornecedores já teriam sido pagos ao longo do ano passado.
Foco do cronograma
Segundo o secretário de Fazenda, João Antônio Fleury, o cronograma tem foco no pagamento das micro e pequenas empresas. “Evidentemente, são elas que mais sentem, exatamente, quando são credoras do estado”, completou.
Pelas contas do secretário, apenas a securitização deve render R$ 300 milhões, que serão usados para os pagamentos pendentes com os grandes fornecedores. A expectativa do governo é que estes recursos ingressem nos cofres do GDF em junho deste ano. Dentro da venda de imóveis, R$ 280 milhões serão alocados para quitação das dívidas.
Negociação com CEF pode trazer R$ 500 milhões
O Buriti começou uma negociação com a Caixa Econômica Federal em busca de R$ 500 milhões. Segundo o secretário da Fazenda, caso o Executivo tenha êxito, todo o montante será destinado para o pagamento de dívidas.
João Antônio Fleury admite que nem todas as ações do governo para sanar a dívida poderão render resultados à curto prazo. “Mas a medida que nós conseguirmos receber esses recursos, nós vamos pagar essas dívidas. Nossa intenção é quitá-las o mais rápido possível”, prometeu. Os maiores setores da dívida são Saúde e Educação.
Etapa por etapa
1 – O calendário de pagamentos se divide em três parcelas. A primeira, no valor de R$ 8 mil, será paga no dia 31 de março. A segunda também de R$ 8 mil está prevista para 29 de abril. Marcada para 31 de maio, a terceira será de R$ 34 mil. Ao final, todos os fornecedores receberão R$ 50 mil.
2 – No ano passado, o governo Rollemberg sofreu sérios problemas por conta da dívida. O Buriti chegou a programar um calendário no primeiro semestre, mas poucas horas antes do anúncio suspendeu a ação, sofrendo severas críticas do setor produtivo do Distrito Federal.
3 – No segundo semestre, o governo publicou um decreto com o cronograma de pagamento. Mas o Tribunal de Contas do Distrito Federal questionou a ação e mais uma vez o Palácio do Buriti precisou rever a estratégia destinada a quitar as dívidas feitas para com os fornecedores.