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Política & Poder

Brasil e México pedem reformas no Conselho de Segurança da ONU

Arquivo Geral

06/08/2007 0h00

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva e seu colega do México, page Felipe Calderón, health consideraram hoje o funcionamento do Conselho de Segurança da ONU “absurdo” e “anacrônico” e pediram que o órgão seja democratizado e reformado o mais rápido possível.

Lula disse em entrevista coletiva – durante a visita oficial ao México – que não é possível que, após 60 anos, a ONU ainda funcione da mesma maneira que na época em que foi criada.

O presidente lembrou a política, a economia e a geografia política mundial mudaram, o que exige transformações profundas nas instituições multilaterais.

“É necessário que os países mais importantes em cada continente estejam representados permanentemente no Conselho de Segurança”, acrescentou.

Lula disse que a ONU precisa acabar com o “direito de veto”.

O Brasil integra com Japão, Alemanha e Índia o chamado G4, bloco de países que exigem postos permanentes no Conselho de Segurança da ONU. Outros países, entre eles o México, são contra a exigência do grupo, porque desejam o mesmo assento.

“Aqui na América Latina, o México tem uma posição diferente da do Brasil, a Argentina tem uma posição diferente da do Brasil, porque esse é um tema polêmico, difícil”, disse Lula. Ele afirmou que a primeira decisão a ser tomada é se a ONU deve ou não ser reformada.

“Quando se decidir que vamos mudar, começaremos a discutir quais são os países que vão entrar e aí todos nós estaremos subordinados ao voto democrático da maioria dos delegados”, acrescentou.

Calderón concorda que a ONU necessita ser reformada para que se torne democrática. É “impensável um esquema onde o peso das decisões e os votos específicos tenha essa diferenciação tão clara”, declarou o líder mexicano.

Calderón classificou como “anacrônico” o sistema de peso ponderado no Conselho de Segurança e o direito a veto dos integrantes originais do organismo.

Para o presidente mexicano, caso se decida por reorganizar a ONU, deverá ser determinado quem vai permanecer no Conselho de Segurança.

“Tenho certeza que em uma reforma claramente será reconhecida a importância de países como o Brasil ou o México”, disse.

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