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Política & Poder

Bolsonaro se encontra com Guedes e mantém silêncio sobre eleição dos EUA

Bolsonaro não falou com a imprensa e segue sendo um dos três únicos líderes da América do Sul a não parabenizar Biden, que derrotou Trump nas urnas no sábado (7)

Redação Jornal de Brasília

08/11/2020 17h25

(FILES) In this file picture taken on January 12, 2019 Brazilian President Jair Bolsonaro (L) listens to his Economy Minister Paulo Guedes during a ceremony to sanction of a law that will offer lower bank rates for people who do not have debts, at Planalto Palace in Brasilia. – The Brazilian economy slowed in President Jair Bolsonaro’s first year in office, according to official data released on March 4, 2020, disappointing news for markets that had bet on the far-right leader to engineer an economic take-off. (Photo by EVARISTO SA / AFP)

Mantendo silêncio sobre a eleição de Joe Biden para a presidência dos Estados Unidos, o presidente Jair Bolsonaro deixou o Palácio do Alvorada no início da tarde deste domingo, 8, para uma visita fora da agenda à Granja do Torto, onde atualmente reside o ministro da Economia, Paulo Guedes.

Bolsonaro não falou com a imprensa. Ele continua mantendo suspense sobre uma possível congratulação ao democrata por sua vitória nas urnas contra o atual presidente dos EUA, o republicano Donald Trump.

Nem a assessoria da Presidência nem a do ministro da Economia confirmaram, até o momento, o motivo do encontro.

Na sexta-feira, 6, Paulo Guedes disse que a vitória do candidato democrata Joe Biden não vai atrapalhar o crescimento do Brasil.

Depois da torcida explícita do presidente Jair Bolsonaro pela reeleição do presidente norte-americano Donald Trump, Guedes foi um dos primeiros integrantes do governo a admitir que a vitória do democrata era iminente, como mostravam as apurações dos votos nos EUA.

“Havendo a mudança nos Estados Unidos, eventualmente, e parece que os dados indicam que isso está próximo de acontecer, não afeta a nossa dinâmica de crescimento. O Brasil vai crescer independentemente do que acontecer lá fora”, afirmou, em evento virtual do Itaú.

“Não vamos superestimar relacionamento político. O crescimento do Brasil depende de nós. As relações lá fora, umas ajudam, outras atrapalham. Pode ser que a proximidade com um país ajude geopoliticamente e atrapalhe na tecnologia, ou vice-versa”, completou.

Em sua fala, Guedes voltou a usar a metáfora de uma festa para se referir ao cenário geopolítico e disse que Estados Unidos e China vinham “dançando de rosto colado” há muitos anos. “O Brasil chegou atrasado, já estava todo mundo bêbado. Nós estamos dançando com qualquer um, queremos dançar com todo mundo”, completou.

Estadão Conteúdo

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