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Política & Poder

Bolsonaro exibe tornozeleira eletrônica no Congresso e PL articula ofensiva contra STF

Mesmo sob restrições judiciais, ex-presidente aparece na Câmara para reunião com aliados; partido articula moções de repúdio, defesa de anistia e mobilizações nacionais

Mateus Souza

21/07/2025 17h32

Foto: Reprodução/Redes Sociais

Foto: Reprodução/Redes Sociais

O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) apareceu publicamente pela primeira vez usando tornozeleira eletrônica nesta segunda-feira (21), durante visita ao Congresso Nacional. O equipamento foi imposto na semana passada por ordem do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). A presença de Bolsonaro na Câmara dos Deputados marcou o início de uma mobilização política do PL em defesa do ex-presidente.

Bolsonaro esteve reunido com deputados aliados na liderança do partido, em um encontro que, segundo a legenda, reuniu pelo menos 50 parlamentares. Nas redes sociais, o deputado Maurício do Vôlei (PL-MG) divulgou uma foto ao lado do ex-presidente, apontando para a tornozeleira, com a legenda: “Maior injustiça da história deste país”.

Mesmo durante o recesso legislativo, a bancada do PL foi convocada para definir estratégias de reação às decisões judiciais. Entre as medidas articuladas estão moções de repúdio contra o STF, defesa da anistia aos envolvidos nos atos golpistas de 8 de Janeiro e pressão pela instalação da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Abuso de Autoridade. O partido também anunciou a campanha “Reaja Brasil”, que prevê mobilizações nacionais em apoio a Bolsonaro.

O encontro desta segunda-feira também ocorre em meio às restrições impostas pelo ministro Alexandre de Moraes, que determinou toque de recolher noturno para Bolsonaro, proibição de uso de redes sociais, restrição de contato com aliados e diplomatas, além de vedar entrevistas públicas. Caso descumpra qualquer uma das medidas, o ex-presidente poderá ser alvo de prisão preventiva.

Ainda assim, aliados planejaram uma coletiva de imprensa para às 16h, em que Bolsonaro pretendia apresentar sua versão sobre os fatos. Para a terça-feira (22), o PL convocou reuniões extraordinárias das Comissões de Segurança Pública e de Relações Exteriores, presididas por deputados bolsonaristas, para aprovar moções em apoio ao ex-presidente, mesmo sem o aval do presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), que manteve o recesso até 4 de agosto.

Enquanto o STF aponta tentativas de obstrução de justiça e interferência internacional por parte de Bolsonaro, o PL procura transformar o episódio em símbolo de uma suposta perseguição política. Por determinação judicial, Bolsonaro deve respeitar toque de recolher entre 19h e 6h em dias úteis e permanecer em casa durante todo o fim de semana.

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