O presidente Jair Bolsonaro estará em Goiânia nesta sexta (27) e sábado (28). Bolsonaro cumprirá agenda junto a militares e religiosos.
Às 10h de hoje, Bolsonaro vai ao Comando de Operações Especiais do Exército Brasileiro participar da solenidade de mudança de comandante de Operações Especiais. O general Gustavo Henrique Dutra de Menezes passará a função para o general Carlos Alberto Rodrigues Pimentel.
Depois do almoço, às 14h30, haverá uma motociata saindo do Jardim Guanabara, e Bolsonaro poderá comparecer. A presença ainda não está confirmada.
Amanhã, às 9h30, Bolsonaro deve estar no Encontro Fraternal de Líderes Religiosos, na Assembleia de Deus do Setor Campinas. Depois, o presidente deve se reunir com autoridades políticas do estado, no estacionamento anexo da igreja.
As agendas de Bolsonaro podem significar uma busca para fortalecimento da popularidade pensando em 2022. As últimas pesquisas de intenções de voto mostram que o presidente seria derrotado pelo ex-presidente Lula e pelo ex-governador do Ceará Ciro Gomes. A tentativa de mudar o sistema eleitoral para implementar o voto impresso não deu certo e foi mais um baque para o atual governo.
Baseado nisso, o Centrão, aliado de Bolsonaro, já pensa em estratégias para 2022 e entende que o presidente será derrotado no primeiro turno. Em conversas reservadas, o núcleo do Progressistas, partido do presidente da Câmara, Arthur Lira (AL), e do ministro da Casa Civil, Ciro Nogueira, tem traçado esse cenário.
O diagnóstico marca uma mudança significativa na avaliação de políticos próximos do Planalto. Até então, o palpite era de que Bolsonaro voltaria a ser competitivo novamente no ano que vem com crescimento econômico e com um novo Bolsa Família, agora batizado de Auxílio Brasil.
Presidente do PL no Rio, o deputado Altineu Cortês, por exemplo, disse apoiar a reeleição do presidente, mas afirmou que o governo necessita com urgência fazer mudanças importantes na seara econômica. Bolsonarista de carteirinha, Cortês argumentou que o ministro da Economia, Paulo Guedes, atrapalha o governo por não ter “sensibilidade social” e deve sair do cargo.
“Precisamos de um ministro que trate da responsabilidade fiscal, mas que tenha sensibilidade social. Essa sensibilidade social, hoje, infelizmente, o ministro Paulo Guedes tem na sola do pé”, criticou.
Com Folhapress