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Política & Poder

Bolsonaro depõe sobre arma apreendida em blitz no DF

Ex-presidente afirmou à Polícia Civil que não houve intenção de descumprir a lei. A defesa aguarda o arquivamento do inquérito.

Redação Jornal de Brasília

24/06/2026 13h33

Foto: Sérgio Lima/AFP

Foto: Sérgio Lima/AFP

Jair Bolsonaro prestou depoimento à Polícia Civil do Distrito Federal no inquérito que apura a apreensão de uma arma de fogo usada por um de seus seguranças em uma blitz. Segundo o advogado Paulo Cunha Bueno, que acompanhou a oitiva na residência onde o ex-presidente cumpre prisão domiciliar, Bolsonaro confirmou que pediu ao militar ajuda para consertar a arma, após perceber que ela não funcionava.

Em postagem nas redes sociais, Bueno afirmou que, em momento algum, houve intuito de descumprir qualquer determinação legal e classificou o episódio como “criminalmente acromático”, sem relevância penal. A defesa também disse que Bolsonaro já havia esclarecido todas as questões apresentadas por escrito ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), na semana passada.

Segundo o advogado, a arma é de propriedade de Bolsonaro, estava devidamente registrada e, como não houve determinação de cancelamento do registro da pistola, ela “deveria, de fato, estar em seu endereço”. A defesa aguarda que o inquérito, em tramitação na Polícia Civil do Distrito Federal, seja arquivado.

A apreensão ocorreu em 15 de junho, quando um automóvel foi parado em um ponto de bloqueio em Taguatinga, no Distrito Federal. Durante a blitz, também foi localizado um carregador sobressalente da pistola, modelo Glock 9mm. O motorista foi levado à delegacia e afirmou que a arma lhe foi entregue em razão de uma pane.

Ao intimar a defesa a prestar esclarecimentos, Alexandre de Moraes questionou por que, às vésperas do encerramento do período de 90 dias concedidos a título de prisão domiciliar humanitária, o condenado solicitou a realização de um reparo no armamento. Moraes deve decidir nesta quinta-feira (25) se a prisão domiciliar será mantida. Bolsonaro foi condenado a 27 anos e três meses de prisão no processo da trama golpista e cumpre prisão domiciliar temporária desde 27 de março deste ano.

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