Menu
Política & Poder

Bolsonaro critica TSE e diz que medidas da Corte só o prejudicam

Em 25 de agosto, o TSE decidiu que mesários podem reter celulares dos eleitores no momento do voto para garantir o sigilo

Redação Jornal de Brasília

02/09/2022 15h39

Foto: Reprodução/Agência Brasil

O presidente Jair Bolsonaro (PL) fez críticas nesta sexta-feira, 2, ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Ao ser questionado sobre a proibição do uso de celulares na hora de votar nas eleições, o candidato à reeleição disse que a Corte tem tomado decisões que só o prejudicam. As declarações foram dadas em visita à Expointer, maior feira agropecuária a céu aberto da América Latina, em Esteio (RS).

“No meu entender, é mais um abuso do TSE. Eles estão tomando várias medidas, sempre prejudica o nosso lado. Lamentavelmente, o TSE tem agido dessa maneira”, declarou Bolsonaro a jornalistas “Espero que o povo vá votar, participe. Eu não acredito em pesquisas, como Datafolha que falou ontem que vai ter segundo turno. Não vai ter. A gente vai ganhar no primeiro turno”, emendou o chefe do Executivo.

Em 25 de agosto, o TSE decidiu que mesários podem reter celulares dos eleitores no momento do voto para garantir o sigilo. O uso de equipamentos eletrônicos na cabine de votação é proibido por lei. No mesmo dia, Bolsonaro reagiu no Twitter. “Honrar a Constituição, em especial direitos e garantias fundamentais, é o que diferencia DEMOCRATAS de DEMAGOGOS”, escreveu o chefe do Executivo, na ocasião.

O Tribunal também decidiu, por unanimidade, proibir o porte de armas a 100 metros das seções eleitorais e dos prédios da Justiça Eleitoral, em todo o País. A vedação valerá a partir de 48 horas antes da votação, no dia da eleição e também nas 24 horas seguintes, tanto no primeiro quanto no segundo turno.

As decisões ocorrem em meio ao temor de violência política nas eleições. Bolsonaro tem atacado de forma sistemática o sistema eleitoral brasileiro. Em julho, o presidente reuniu embaixadores no Palácio da Alvorada para lançar dúvidas sobre a confiabilidade das urnas eletrônicas, sem apresentar provas. O episódio desencadeou um movimento em defesa da democracia no País, com manifestos que foram assinados por diversos setores da sociedade civil, incluindo empresários.

Estadão Conteúdo

    Você também pode gostar

    Assine nossa newsletter e
    mantenha-se bem informado