Natasha Dal Molin
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A boa vontade do governador Rogério Rosso (PMDB) em garantir uma transição rápida, eficiente – como ele mesmo disse ontem, em entrevista coletiva, “a melhor transição que o DF já teve” –, gerou uma desconfiança. Tamanha boa-vontade seria provocada pelo desejo de sair do isolamento e reabrir as pontes com o PMDB-DF?
Interlocutores avaliam que “o excesso de bondade” de Rosso pode não ser exatamente um gesto administrativo, mas sim político. “E se fosse, não surtiria efeito”, rechaçou um membro do Diretório Regional, que preferiu não se identificar. Conforme acrescentou, o grupo de Rosso no PMDB-DF é pequeno e sem representatividade. Ou seja: o partido dispensa gestos de boa vontade que possam esconder um reatamento do governador com a legenda.
Figura importante na próxima legislatura, o deputado federal eleito e membro da Executiva Nacional do PMDB Luiz Pitiman lembrou que ainda há, na sigla, um processo contra Rosso por ele ter contrariado a decisão partidária e declarado apoio ao grupo de Joaquim Roriz na corrida ao GDF.
O governador está totalmente isolado no PMDB-DF desde que se lançou candidato ao GDF para as eleições deste ano, contrariando o que afirmara antes – que não sairia candidato. Já ali bateu de frente com a direção do partido, que tinha a acertado a aliança com o PT em torno de Agnelo Queiroz. A insistência de Rosso causou irritação.
Para piorar, declarou apoio à candidatura de Weslian Roriz (PSC). Tanto que sua mulher, Karina, participou de várias carreatas ao lado da candidata e de Joaquim Roriz durante a campanha.
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