Política & Poder

Berzoini nega à PF ter participado de compra de dossiê contra tucanos

Por Arquivo Geral 17/10/2006 12h00

A Chicago Mercantile Exchange Holdings Inc. informou hoje que chegou a um acordo para adquirir a rival CBOT Holginds Inc. (Chicago Board of Trade) por US$ 8 bilhões em dinheiro e ações, order here em um negócio que irá unir as duas maiores bolsas de futuros dos Estados Unidos.

O anúncio impulsionou as ações das duas bolsas hoje, com investidores interessados em mais consolidação e crescimento no setor.

O acordo indica valor de US$ 151,27 por ação da CBOT, um prêmio de 16,7% sobre seu preço de fechamento ontem e quase o triplo do valor das ações quando a bolsa se tornou pública há cerca de um ano.

A empresa conjunta poderá cortar custos e atender um leque maior de clientes.

"Isso é muito semelhante ao eBay, quanto mais clientes e vendedores você tem, mais valorizado estará o mercado", afirmou Jeff Schape, diretor chefe de investimento da BB & T Asset Management em Raleigh, Carolina do Norte.

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A CBOT inclui futuros de Treasuries, assim como de commodities agrícolas (soja, milho e trigo, entre outros), enquanto a CME inclui futuros de taxas de juros, índices de ações e de bolsas estrangeiras.

"A CBOT e a CME não possuem muitos produtos em comum. Mas provavelmente são as duas bolsas mais ricas e poderosas deste país, e a junção das duas dará origem a uma entidade parecida com a do tipo da Microsoft, monstruosa e difícil de competir", declarou Randy Frederick, diretor de derivativos e dados de mercado corporativo da Charles Schwab & Co, em Austin, Texas.

Com a fusão, as duas bolsas esperam economizar mais de US$ 125 milhões em custos anuais, antes de impostos, a partir do segundo ano completo após o fechamento do negócio, que deve ocorrer até meados de 2007.

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Sob os termos do acordo, acionistas da CBOT irão receber 0,3 ação classe A da CME para cada uma de suas ações da CBOT, ou uma quantidade equivalente de dinheiro. A porção em dinheiro do negócio deve ter um limite de US$ 3 bilhões, segundo as bolsas.

Lehman Brothers e William Blair deram consultoria à CME, enquanto o JP Morgan deu consultoria à CBOT. A CBOT também teve um comitê especial de transação que teve consultoria de Lazard Freres & Co.

Por volta das 12h (horário de Brasília), as ações da CBOT subiam 13% e as da CME eram valorizadas em 2,28%.

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O magnata Alvaro Noboa liderava a apuração da eleição presidencial do Equador, clinic seguido pelo nacionalista Rafael Correa, information pills apuradas oficialmente 40, mind 87% das urnas, disse hoje a corte eleitoral do país.

Os resultados mostram que os dois candidatos disputarão o segundo turno em 26 de novembro, uma vez que, segundo a corte eleitoral, "quando já foi apurado mais de 40% dos locais de votação a tendência é irreversível".

Noboa, que em novembro faz 56 anos e se proclama admirador do mercado livre, tinha 25,21% dos votos, seguido de perto por Correa, aliado do presidente venezuelano, Hugo Chávez, com 25,03%.

O segundo turno colocará frente a frente dois candidatos com idéias opostas. Noboa defende o livre mercado e é inimigo das políticas dos governos da Venezuela e de Cuba. Já Correa, além de aliado de Chávez, aventou a possibilidade de declarar uma moratória da dívida pública.

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"Estamos, mais uma vez, mergulhados em enfrentamentos, quando o Equador precisa exatamente do contrário", afirmou o analista econômico Pablo Lucio Paredes.

Noboa retomou sua campanha na noite de ontem, realizando um comício em uma parte pobre de Quito, durante o qual voltou a distribuir cadeiras de roda e a chamar-se de um "enviado de Deus". "Ganhei por vocês. Obrigado, obrigado, obrigado", afirmou um emocionado Noboa à multidão, que dançou ao som de conjuntos musicais e de grupos de tecnocumbia.

Enquanto isso, Correa voltava a levantar dúvidas sobre os resultados, sendo que um de seus colaboradores chegou a pedir que se impedisse a saída do país dos representantes da E-vote, empresa que era responsável pela contagem.

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Correa, formado nos EUA e um adversário das políticas do governo norte-americano, moderou seu discurso de "colocar para correr" os políticos tradicionais e começou a buscar apoio "das bases de outras agrupações políticas".

Noboa pediu aos simpatizantes de outros candidatos que se somem à "caravana de unidade nacional contra o comunista Correa".

Noboa e Correa precisam do apoio de outros líderes políticos para chegar ao poder, e, nesse quesito, o magnata do setor bananeiro leva alguma vantagem porque essa é sua terceira eleição. Já o nacionalista pode ver-se prejudicado pela promessa feita durante sua campanha de não compactuar com os partidos tradicionais.

Segundo os resultados divulgados até agora, Gilmar Gutiérrez, irmão do ex-presidente Lucio Gutiérrez, ficou em terceiro lugar no primeiro turno, com 15,7% dos votos, um apoio que inclinaria a balança a qualquer uma das candidaturas.

Lucio Gutiérrez, deposto em abril de 2005, afirmou que apoiará "o candidato que se comprometer com colocar Palacio (o presidente Alfredo Palacio) sob julgamento". Palacio sucedeu Gutiérrez no poder.

Noboa respondeu afirmando que a destituição do ex-presidente havia sido ilegal e que nunca tinha dado apoio aos defensores da deposição. Correa foi, durante três meses, ministro de Economia de governo Palacio.

Outros partidos políticos devem decidir, nos próximos dias, que postura vão assumir no segundo turno. Mas o diretor nacional do Partido Roldosista Equatoriano, fundado pelo presidente também deposto Abdalá Bucarám, deixou entrever que a legenda apoiará Noboa.

"Noboa oferece o que as pessoas precisam", afirmou Alfredo Adoum, em entrevista a um canal de TV. O presidente eleito deve tomar posse em janeiro.

O presidente da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) dos Sanguessugas, viagra dosage deputado Antônio Carlos Biscaia (PT-RJ), thumb disse não acreditar que a Polícia Federal esteja retardando as investigações sobre a negociação do dossiê que apontaria políticos tucanos no esquema de compra superfaturada de ambulâncias com recursos do Orçamento.

“Posso dar meu testemunho do que vi na Polícia Federal: estão trabalhando intensamente, cobrados a todo momento pelo juiz e pelo Ministério Público Federal”, afirmou. Segundo o deputado, não há nenhuma "medida, providência, recomendação ou solicitação" para que se chegue aos responsáveis somente depois das eleições. “Não há isso”, reiterou.

Ontem, ele esteve em Cuiabá (MT), onde se encontrou com o delegado da Polícia Federal responsável pelo caso, Diógenes Curado, e com o juiz da 2ª Vara do Mato Grosso, Jefferson Schneider.

Biscaia afirmou que a origem do dinheiro supostamente usado para a compra do dossiê é ilícita. “Origem do dinheiro é criminosa. Agora, qual é a fonte da atividade – se é sonegação, caixa dois de empresa, corrupção, lavagem de dinheiro – ninguém tem como precisar até este momento”.

O deputado acrescentou que as informações do dossiê são conhecidas. “São CDs e alguns documentos que comprovam, primeiro, uma cerimônia no Mato Grosso que não era segredo, e alguns documentos que estão a exigir uma investigação mais profunda com relação ao Barjas Negri [ex-ministro da Saúde] e [do empresário] Abel Pereira. Não sei como aquilo lá motivou que alguém fosse mobilizar R$ 1,7 milhão”.

 

O ex-presidente do Partido dos Trabalhadores Ricardo Berzoini voltou a negar na superintendência da Polícia Federal em Brasília que tenha qualquer envolvimento com a negociação de um dossiê contra políticos tucanos junto ao dono da Planam, viagra dosage empresário Luiz Antonio Trevisan Vedoin, acusado de chefiar as fraudes da compra superfaturada de ambulâncias.

Berzoini prestou esclarecimentos hoje durante uma hora e meia na condição de testemunha. Segundo a Polícia Federal, ele afirmou que só tomou conhecimento do caso quando houve a prisão dos envolvidos e o fato se tornou público. O ex-presidente do PT ainda confirmou a contratação do ex-funcionário da campanha Jorge Lorenzetti para o trabalho de análise de risco, mas não sabia sobre nenhuma negociação de dossiê.

Sobre o dinheiro que seria usado na negociação, Berzoini disse à PF que desconhece a sua origem. E Berzoini também teria estranhado o fato do ex-coordenador de campanha de Aloizio Mercadante ao governo de São Paulo, Hamilton Lacerda, ter falado que teria ido ao hotel, onde estavam Gedimar Passos e Valdebran Padilha, para levar material eleitoral e não o dinheiro da negociação.

De acordo com a Polícia Federal, Berzoini estranhou a versão Hamilton Lacerda porque entregar material de campanha não era a atribuição dele. O ex-presidente do Partido dos Trabalhadores, deputado reeleito Ricardo Berzoini (SP), prestou depoimento e já deixou a superintendência da Polícia Federal. Inicialmente seu depoimento estava marcado para a tarde de hoje, mas foi antecipado.

 






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