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Política & Poder

Base aliada de Lula pode eleger mais seis governadores

Arquivo Geral

29/10/2006 0h00

A um dia das eleições, abortion thumb pesquisas dos institutos Ibope e Datafolha apontam a vitória do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), candidato à reeleição, com vantagem de mais de 20 pontos percentuais sobre seu adversário, o tucano Geraldo Alckmin.

Levando em conta os votos válidos, para o Ibope Lula tem 61% das intenções de voto, contra 39% de Alckimin. Os números são os mesmos para os dois institutos e a margem de erro das pesquisas é de dois pontos percentuais para mais ou para menos.

O Ibope ouviu 8.880 eleitores em 465 cidades brasileiras neste sábado. Já o Datafolha, consultou 12.650 eleitores de 356 cidades sexta-feira e neste sábado.

Os partidos que apóiam o governo Lula podem eleger mais seis governadores nas eleições deste domingo se as urnas corresponderem às pesquisas de intenção de voto. Dos 17 governadores eleitos no primeiro turno, site nove apóiam o presidente-candidato. A tendência, for sale de acordo com as pesquisas, store é que Lula saia do pleito vitorioso e com o apoio de pelo menos 16 dos 27 governadores eleitos.

Os governadores têm influência sobre deputados e senadores de seus estados e podem ser muito úteis em um provável segundo mandato na implementação de projetos federais e na arregimentação de votos no Congresso. Eles também têm peso na definição de candidaturas à Presidência em 2010.

O PMDB, que elegeu quatro governadores no primeiro turno, é o favorito no Rio de Janeiro e em Santa Catarina, e tem chances de vencer no Paraná. Dos quatro candidatos do partido que disputam o segundo turno, só o catarinense Luiz Henrique declarou apoio ao tucano Geraldo Alckmin. Sérgio Cabral (RJ), e Roberto Requião (PR) apóiam a reeleição de Lula, assim como José Maranhão (PB), que está atrás na disputa de seu estado.

O PSB, que participa do governo, é favorito em Pernambuco, com a candidatura do deputado Eduardo Campos – neto do falecido governador Miguel Arraes –, e no Rio Grande do Norte, com a governadora Wilma Faria.

O PT, que já elegeu quatro governadores no primeiro turno, tem chances de conquistar também o Pará, onde a senadora Ana Júlia está em empate técnico com o tucano Almir Gabriel e pode interromper 12 anos de governo do PSDB no Estado.

Lula conta ainda com o apoio da candidata do PFL no Maranhão, Roseana Sarney, que está empatada com Jackson Lago, do PDT. Lago também apóia o presidente.

Em Goiás, o favorito é o governador Alcides Rodrigues (PP), que apóia Alckmin e, no Rio Grande do Sul, a tucana Yeda Crusius lidera as pesquisas, embora a vantagem sobre o petista Olívio Dutra tenha diminuído na última semana.

O forte apoio a Lula entre os eleitores do Norte-Nordeste, também prevalece entre os governadores eleitos da região.

No primeiro turno, o PT venceu em quatro Estados: Bahia (Jaques Wagner), Sergipe (Marcelo Déda), Piauí (Wellington Dias) e Acre (Binho Marques). Se eleger Ana Júlia no Pará, o PT terá o poder em cinco estados, dois a mais do que na eleição de 2002.

Na base aliada, Lula conta com o apoio de Cid Gomes, eleito pelo PSB no Ceará, do peemedebista Eduardo Braga, reeleito no Amazonas, e de Wáldez Góes, eleito pelo PDT no Amapá.

No Centro-Oeste, apóiam Lula o peemedebista Marcelo Miranda, reeleito em Tocantins, e Blairo Maggi, governador reeleito do Mato Grosso, que entrou em choque com o seu partido, o PPS, por apoiar Lula.

No campo da oposição, os tucanos, que elegeram sete governadores em 2002, podem ficar com cinco estados. Quatro governadores foram eleitos no primeiro turno: José Serra (SP), Aécio Neves (MG), Teotônio Vilela (AL) e Otomar Pinto (RR).

O partido tem força em São Paulo e Minas, estados com grande poder econômico e peso eleitoral, e pode ampliar essa força com a possível eleição de Yeda no Rio Grande do Sul.

O PFL, que havia conquistado quatro Estados em 2002, elegeu apenas um governador, José Roberto Arruda, do Distrito Federal. Roseana Sarney pode se eleger pela legenda, mas já foi ameaçada de expulsão por apoiar Lula.

 

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