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Política & Poder

Barroso diz que julgamento de Bolsonaro e aliados é necessário para “encerrar ciclo de rupturas”

Presidente do STF afirma que processo será conduzido com base nas provas, dentro do devido processo legal, e reconhece tensão no país

Redação Jornal de Brasília

25/08/2025 22h51

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Foto: Valter Campanato/Agência Brasil

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Luís Roberto Barroso, afirmou nesta segunda-feira (25) que o julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro e de outros sete réus ligados à suposta tentativa de golpe de Estado provoca “algum grau de tensão” no país. A declaração foi feita durante evento na sede da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), em Brasília. As informações são da Agência Brasil.

Barroso ressaltou que o julgamento será realizado com base nas provas apresentadas e conduzido conforme o devido processo legal, em sessões públicas. “Nós vivemos esse momento tenso, inevitável, dos julgamentos do 8 de janeiro e dos julgamentos do que, segundo a denúncia do procurador-geral da República, teria sido uma tentativa de golpe de Estado. É evidente que esses episódios trazem algum grau de tensão para o país”, afirmou.

Segundo o ministro, é necessário que o país supere ciclos de instabilidade institucional. “É imperativo o julgamento, porque o país precisa encerrar o ciclo em que se considerava legítimo e aceitável a quebra de legalidade constitucional por não gostar do resultado eleitoral”, completou.

Julgamento

O julgamento será conduzido pela Primeira Turma do Supremo, composta pelos ministros Flávio Dino, Cristiano Zanin, Cármen Lúcia e Luiz Fux. As sessões estão previstas para ocorrer entre os dias 2 e 12 de setembro.

Entre os crimes apontados na denúncia estão tentativa de golpe de Estado, organização criminosa armada, abolição violenta do Estado Democrático de Direito, deterioração de patrimônio tombado e dano qualificado por violência e grave ameaça. A eventual condenação pode levar a penas superiores a 30 anos de prisão.

Além de Jair Bolsonaro, também são réus:

  • Alexandre Ramagem, ex-diretor da Abin;
  • Almir Garnier, ex-comandante da Marinha;
  • Anderson Torres, ex-ministro da Justiça e ex-secretário de Segurança do DF;
  • Augusto Heleno, ex-ministro do Gabinete de Segurança Institucional;
  • Paulo Sérgio Nogueira, general e ex-ministro da Defesa;
  • Walter Braga Netto, ex-ministro e candidato a vice-presidente na chapa de 2022;
  • Mauro Cid, tenente-coronel e ex-ajudante de ordens de Bolsonaro.

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