O irmão da ministra-chefe da Casa Civil, Erenice Guerra. José Euricélio Alves de Carvalho é apontado em relatório de auditoria da Controladoria Geral da União, datado de março de 2009, como responsável pelo suposto desvio de R$ 5,8 milhões da editora da Universidade de Brasília (UnB).
Segundo a auditoria, feita a pedido da própria UnB e também do Ministério Público, Israel Guerra, filho de Erenice Guerra, estaria envolvido nas irregularidades na universidade. Suspeito também de praticar tráfico de influência na Casa Civil.
O procurador jurídico da UNB, Davi Diniz, disse que os funcionários envolvidos estão afastados dos cargos de chefia e respondem a processos disciplinares ainda em curso. Na Justiça Federal na capital federal, tramitam duas ações de improbidade administrativa propostas pelo Ministério Público Federal contra os servidores suspeitos de envolvimento. Em caso de condenação, os funcionários terão de devolver os recursos supostamente desviados e serão excluídos do serviço público.
De acordo com o relatório da auditoria, a folha de pagamentos suspeitos traz pelo menos R$ 134 mil destinados a José Euricélio e a Israel Guerra entre os anos de 2005 e 2008. Neste período José Euricélio era mebro da direção da editora da UnB e coordenador-executivo dos programas que, segundo relatório da CGU, tiveram R$ 5,8 milhões desviados para 529 pessoas.
Dos R$ 134 mil em pagamentos suspeitos, R$ 119 mil foram destinados a José Euricélio e os outros R$ 15 mil a Israel Guerra, de acordo com informação da auditoria. Os R$ 119 mil correspondem a um dos projetos vinculados à coordenadoria de José Euricélio.
A Controladoria Geral da União (CGU), relatou a existência de um suposto esquema de terceirização dos serviços na universidade, sem a comprovação de que os serviços tivessem sido efetivamente realizados. O relatório, foi usada para captar dinheiro de fundações e distribuir o montante a pessoas ligadas à cúpula da diretoria.
Israel Guerra, filho da ministra Erenice Guerra, da Casa Civil, é apontado pelo relatório da auditoria como um dos beneficiários da folha de pagamento da editora da UnB. De acordo com o documento, ele recebeu pelo menos três pagamentos de R$ 5 mil, entre setembro de 2007 e janeiro de 2008.
Sobre as ações da editora em comunidades indígenas, o procurador jurídico da Unb, Davi Diniz, classificou como “muito estranhas”. No documento, a CGU conclui que a editora da UnB foi utilizada para fins pessoais dos membros da diretoria, com prejuízo total de mais de R$ 10 milhões, nos quais estão incluídos os R$ 5,8 milhões sob responsabilidade de José Euricélio.