O senador Flávio Bolsonaro (PL) e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) aparecem tecnicamente empatados em São Paulo, com vantagem numérica para o primeiro, segundo pesquisa Atlas/Estadão divulgada nesta quarta-feira, 1. Em um eventual segundo turno entre os dois, o senador toma à frente do petista, com vantagem de cinco pontos, acima da margem de erro do levantamento, que é de dois pontos porcentuais para mais ou para menos.
Segundo o levantamento, no primeiro turno, considerando apenas os eleitores de São Paulo, Flávio Bolsonaro teria 43,4% das intenções de voto no primeiro cenário testado, contra 42,5% de Lula. Em terceiro, numericamente, aparece Renan Santos (Missão), com 5%. Ele está tecnicamente empatado com o ex-governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), que tem 3,2% e o governador de Goiás, Ronaldo Caiado (PSD), com 2,4%. Aldo Rebelo (DC) completa a lista com 0,8%. Os que dizem votar em branco ou nulo são 2,2% e os que não souberam são 0,4%.
Em um segundo cenário, em que o nome de Caiado seria substituído pelo governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite, como candidato do PSD, Flávio aparece com 43,3%, Lula tem 40,9%, Renan soma 5% e Leite aparece com 4,4%. Zema, neste caso, tem 3,6% e Aldo Rebelo soma 0,9%. Os brancos e nulos são 1,4% e os que não souberam são 0,5%.
Apesar do cenário testado, Eduardo Leite anunciou que pretende permanecer no mandato de governador até o fim do ano, após o PSD confirmar o nome de Caiado como pré-candidato. Assim, se de fato não deixar o cargo até o próximo sábado, dia 4, prazo de desincompatibilização, o gaúcho não poderia substituir Caiado mais adiante, mesmo que houvesse uma reviravolta no PSD.
Diferença aumenta no segundo turno
No segundo turno da disputa presidencial entre os eleitores paulistas, Flávio Bolsonaro está à frente hoje, com cinco pontos de vantagem sobre Lula. Ele teria 49%, contra 44% do presidente. São 7,1% os que votariam em branco ou nulo ou que não sabem em quem votar.
As duas campanhas reconhecem que o tamanho da distância em São Paulo pode ser decisivo para definir uma eleição tão polarizada. Para Lula, por exemplo, que espera ter vantagem no Nordeste, uma derrota por margem pequena poderia garantir a vitória diante de Flávio Bolsonaro, como se deu em 2022 contra Jair Bolsonaro.
Para efeito de comparação, há quatro anos, o ex-presidente teve 55,24% contra 44,76% do petista quando se considerados os votos válidos, que é como o TSE divulga os resultados. Aplicando a mesma metodologia nos números da pesquisa Atlas, ou seja, excluindo brancos e nulos, Flávio teria 52,7% dos votos válidos em São Paulo, contra 47,3% de Lula.
O insituto AtlasIntel também mediu outros três cenários em que Lula encara outros adversários no segundo turno. Contra Romeu Zema (Novo), o petista perderia hoje por 49,3% a 43,8%, com 6,9% dos eleitores dizendo que votariam em branco ou nulo ou que não sabem em quem votar.
Se a disputa for contra Ronaldo Caiado, o governador de Goiás teria hoje 45,9%, contra 42,4% de Lula em São Paulo. Neste caso, são 11,7% os que votariam em branco, nulo ou que não souberam responder.
O Atlas também fez uma simulação de segundo turno entre Lula e Jair Bolsonaro, que está inelegível e em prisão domiciliar e, por isso, não pode concorrer. Neste caso de reedição da disputa de 2022, Bolsonaro somaria 49,2% em São Paulo, contra 43,4% de Lula e 7,4% de brancos e nulos ou eleitores que não responderam.
O levantamento foi realizado entre os dias 24 e 27 de março, ouvindo 2.254 eleitores de São Paulo por recrutamento digital aleatório. A margem de erro é de 2 pontos percentuais para mais ou para menos. O nível de confiança é de 95%. O levantamento foi registrado no TSE sob o protocolo BR-01079/2026.
Estadão Conteúdo