Carlos Carone
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O depoimento de Domingas Gonçalves Trindade, 40 anos, prestado na Divisão de Repressão aos Crimes contra a Administração Pública (Decap), quarta-feira, será anexado ao inquérito policial que já havia sido instaurado para investigar o suposto aliciamento com fins eleitorais de testemunhas que contribuíram com as investigações da Operação Shaolin. A ex-secretária da empresa Qualix envolveu nomes de políticos influentes num suposto esquema de pagamento de propina, entre eles o do ex-governador Joaquim Roriz.
Ao contrário das testemunhas Michael Alexandre Vieira e Geraldo Nascimento de Andrade, que apareceram no programa eleitoral de Weslian Roriz (PSC) acusando Agnelo Queiroz (PT) de participar de um esquema de desvios de recursos públicos do Ministério do Esporte, Domingas não tem ligação com a Operação Shaolin. No entanto, ela também será acompanhada pela Polícia Civil até o fim do período eleitoral.
A Decap investiga se a ex-secretária que denunciou o esquema de corrupção na Qualix também teria sido aliciada para dar declarações no programa de Weslian. A Polícia suspeita da possibilidade, já que o novo escândalo estourou a poucos dias da eleição. Os investigadores seguem a mesma linha de apuração que envolve o suposto aliciamento das duas testemunhas da Operação Shaolin para serem usadas como acusadoras de Agnelo.
Depois da revelação feita à polícia pelo contador Miguel Santos Souza de que receberia R$ 200 mil e um cargo no GDF para afirmar que vira Agnelo manuseando dinheiro, já são quatro os casos a serem investigados.
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