O relatório final da Polícia Federal (PF), enviado dia 16 desde mês para o Ministério Público, aponta o ex-governador, José Roberto Arruda, como chefe de uma organização criminosa. O caso foi concluído após um ano de investigações.
O documento, obtido pelo jornal O Estado de São Paulo, inclui alguns deputados que são candidatos à reeleição. Arruda e seus aliados podem ser enquadrados em corrupção passiva, formação de quadrilha, para obter vantagens espúrias.
O relatório da PF tem 93 páginas e foi concluído no dia 9 deste mês. A polícia aponta crimes cometidos por sete empresas, o ex-governador e 12 integrantes do alto escalão do governo passado. O documento também pede a investigação e cada envolvido. Com isso pretende-se descobrir possíveis lavagens de dinheiro e ocultações de bens.
Os papeis obtidos pelo jornal contém bilhetes de Arruda, planilhas, arquivos e resultados de perícia. Todas essas informações foram cruzadas com depoimentos do ex secretário do DF Durval Barbosa, quem delatou o esquema.
O escândalo do “mensalão do DEM” foi revelado em novembro do ano passado, na Operação Caixa de Pandora. O ex-governador saiu do DEM e chegou a ser preso e cassado pela justiça eleitoral.