São Paulo, 6 – O governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) vem promovendo uma reestruturação significativa na cúpula da Secretaria de Segurança Pública neste início de ano
Nesta quinta-feira, 5, foram substituídos o corregedor-geral da Polícia Militar, Fabio Sérgio do Amaral; e o chefe do Setor de Inteligência, Pedro Luis Souza Lopes. Também foram substituídos outros três comandantes do alto escalão da Polícia Militar. As alterações foram publicadas no Diário Oficial do Estado.
As mudanças acontecem após a saída de Guilherme Derrite (PP) do cargo de secretário da Segurança Pública e a chegada de Henguel Ricardo Pereira ao posto de secretário-executivo, confirmada na terça-feira, 3.
Como número 2 na hierarquia, Henguel auxilia o secretário Osvaldo Nico Gonçalves na administração da pasta. Nos bastidores, Henguel era um nome de peso, mas enfrentava resistências, especialmente do ex-secretário Derrite.
O coronel Rinaldo de Araújo Monteiro assume o cargo de chefe da Casa Militar e coordenador da Defesa Civil do Estado. Ele sucede Henguel Ricardo Pereira. Monteiro atua na Defesa Civil estadual desde 2023 e ocupava o cargo de coordenador adjunto de Proteção e Defesa Civil.
Para a função de corregedor da Polícia Militar, foi designado o coronel Alex dos Reis Asaka, que chefiava o Comando de Policiamento de Área Metropolitana Onze (CPA/M-11), responsável pela segurança da Zona Leste de São Paulo.
Outra mudança importante foi realizada no setor de inteligência da Polícia Militar, que será comandado pelo coronel Caio Marcos Oliveira, ex-chefe do Centro de Policiamento Metropolitano. A movimentação procura reforçar o braço preventivo da PM.
O governador não comentou publicamente as mudanças nas polícias do Estado. Aos aliados, Tarcísio justificou as mudanças como “naturais” em virtude da troca de comando da secretaria.
Autoridades da SSP ouvidas pelo Estadão sob a condição de anonimato afirmam que as mudanças tiveram algumas razões:
- tentativa de consolidar uma nova imagem da área de Segurança Pública após a saída de Derrite – todos os nomes anteriores eram ligados ao ex-secretário;
- preocupação com os altos índices de letalidade policial. Em 2025, o número de mortes cometidas por PMs em serviço cresceu pelo terceiro ano consecutivo, segundo o Ministério Público. Foram registradas 672 mortes, contra 653 em 2024.
- a corrida eleitoral também foi um fator para as alterações, pois as nomeações reforçam a atuação política da pasta.
Desde que assumiu, Nico já vem promovendo várias trocas na Polícia Civil, como a nomeação da delegada Fernanda Herbella, então na Deatur (responsável pelos grandes eventos), para a diretoria da Academia de Polícia.
Outra indicação foi a do delegado Fábio Pinheiro Lopes para o Departamento de Operações Policiais Estratégicas (Dope). A terceira nomeação foi do delegado Oswaldo Diez Junior para a diretoria do Departamento de Polícia Judiciária do Interior 2 (Deinter-2), com sede em Campinas (SP).
Transferências determinadas por Tarcísio:
Caio Marcos de Oliveira, do CPM para a Companhia Independente de Polícia Militar (CIPM);
Paulo Sérgio de Melo, da APMSSP para a Escola Superior de Sargentos (ESSgt);
Fabio Sérgio do Amaral, da Corregedoria da PM para o Comando de Policiamento do Interior 7 (CPI-7);
Pedro Luís de Souza Lopes, da CIPM para o CPM;
Alex dos Reis Asaka, do CPA/M-11 para a Corregedoria da PM;
Rogerio Nery Machado, do CPI-6 para o Presídio Militar Romão Gomes (PMRG);
Glauce Anselmo Cavalli, do CComSoc para a Diretora de Logística (DL);
Beatriz de Assis Bastos Morassi, do CPA/M-12 para a D??iretoria de Tecnologia da Informação e Comunicação (DTIC);
Alessandro Gregorim Silva, do CPA/M-1 para a APMSSP.
Estadão Conteúdo