Uma sequência de acidentes com viaturas da Polícia Militar do Distrito Federal – que resultou, inclusive, na morte de um cabo na semana passada – fez a corporação instituir uma comissão que viajará aos Estados Unidos para aprender com a polícia de Michigan sobre segurança de veículos.
Ontem, a alta cúpula do comando passou parte da tarde e toda a noite reunida para tratar de assuntos relacionados ao tema. Até a publicação desta matéria, o encontro, realizado no comando-geral da corporação, não havia acabado.
Em abril do ano passado, a PMDF já havia limitado o uso dos chamados veículos de suspensão alta, como era o caso do que era dirigido pelo cabo Renato Fernandes, de 37 anos, na última sexta-feira.
Ele morreu em serviço, durante uma perseguição, quando a viatura – Mitshubishi Pajero Dakar – capotou e bateu em um poste na BR-070. Fernandes era motorista do Grupo Tático Operacional (GTOP), lotado no Segundo Batalhão de Polícia Militar (2º BPM) de Ceilândia. Outros três policiais ficaram feridos no acidente, cujas causas ainda são apuradas pela polícia.
Tragédia anunciada
A Polícia Militar adquiriu 318 veículos Pajero em 2012. E optou por veículos mais altos, segundo a corporação informou ao Jornal de Brasília na época, para que pudessem “subir meio-fio, passar por terrenos irregulares etc”.
A falta de estabilidade dos veículos, no entanto, já tinha sido apontada pela corporação, há quase um ano, quando, após uma sequência de acidentes, decidiram que os utilitários de luxo não seriam mais usados por grupamentos que trafegam a mais de 60 quilômetros por hora.
Na época, o comando informou que estudaria o desempenho das 318 Mitsubishi Pajero utilizadas pela corporação e que remanejaria toda a frota.
Sem resposta
A assessoria de comunicação da Polícia Militar do DF não respondeu aos questionamentos da reportagem sobre o número de viaturas que compõe a frota da corporação, os modelos e quanto tempo os veículos têm de uso. Segundo a corporação, não foi possível atender à demanda do Jornal de Brasília , pois o setor responsável não estava “funcionando” ontem.