A senadora democrata Hillary Clinton aparece hoje em desvantagem nas pesquisas para as primárias de terça-feira em Maryland, purchase Virgínia e no distrito de Columbia, drug após um fim de semana conturbado que forçou a reestruturação de sua cúpula de campanha.
Após uma boa performance na jornada pré-eleitoral da “superterça”, approved na semana passada, Hillary viu seu concorrente Barack Obama levar a melhor nas prévias dos estados de Nebraska, Louisiana, Washington, Maine, e no território das Ilhas Virgens, todas realizadas no último fim de semana.
Como se estas vitórias não fossem suficientes, Obama protagonizou um novo golpe de efeito no domingo, ao vencer o prêmio Grammy na categoria de Melhor Audiobook, com seu livro “The Audacity of Hope: Thoughts on Reclaiming the American Dream”, derrotando concorrentes de peso como os ex-presidentes dos EUA Jimmy Carter e Bill Clinton.
O prêmio aumenta ainda mais a visibilidade do senador por Illinois, cujo empurrão deve favorecer a obtenção de fundos para sua campanha.
Obama arrecadou um total de US$ 32 milhões em janeiro, frente aos US$ 13,5 milhões de Hillary.
A imprensa americana aponta hoje que parte da reestruturação anunciada por Hillary, que resultou na demissão de sua diretora de campanha Patti Solis Doyle, tem a ver, precisamente, com a questão do financiamento eleitoral.
O jornal “The Washington Post” cita um membro não identificado da campanha de Hillary, que assinala que Patti Solis não informou à senadora sobre o rápido esvaimento dos fundos arrecadados.
A senadora teria sido informada de sua difícil situação financeira somente após as primárias de New Hampshire, em 8 de janeiro.
A ex-primeira-dama anunciou na semana passada que tinha colocado US$ 5 milhões de seu próprio bolso na campanha em janeiro, e alguns de seus mais altos assessores asseguraram que se a situação não melhorar, renunciarão a seus salários este mês.
Essas dificuldades levaram Hillary a fazer um apelo a seus doadores, aos quais pediu novas injeções de capital para lançar uma campanha midiática massiva em estados como Ohio, Texas e Pensilvânia, nos quais espera desbancar seu rival.
A pré-candidata democrata arrecadou US$ 10 milhões desde a “superterça”, há uma semana.
Os jornais “Los Angeles Times” e “The New York Times” mencionam descontentamento na campanha de Hillary com a falta de habilidade de Solis para construir uma sólida base de doadores através de internet.
Solis, de 42 anos e filha de imigrantes mexicanos, era a hispânica com um cargo mais alto nas atuais campanhas pré-eleitorais americanas.
A assessora assegurou, em um e-mail enviado no domingo aos membros da campanha, que sua saída se deve a motivos pessoais, e afirmou que continuará ajudando Hillary.
Mãe de dois filhos -uma criança de seis e uma menina de nove- Solis conhece Hillary há mais de 16 anos, quando a senadora vivia em Arkansas, estado em que seu marido Bill Clinton foi governador.
A assessora se referiu a essa longa relação em seu e-mail, e assegurou ter sido “um orgulho participar da campanha de Hillary”, a quem se referiu como “uma amiga de mais de 16 anos, e alguém que será uma grande presidente”.
Solis será substituída por Maggie Williams, chefe de gabinete de Hillary quando esta era primeira-dama, e que é considerada uma aliada incondicional da senadora.
Williams e o círculo de assessores mais próximos de Hillary terão como missão garantir a vitória da senadora em estados como Texas e Ohio, nos quais estão em jogo 389 dos 2.025 delegados necessários para conseguir a nomeação democrata.
Hillary e Obama mantêm atualmente um empate virtual na corrida democrata à indicação presidencial, segundo a imprensa americana.
O senador por Illinois, no entanto, parte como favorito para as prévias de amanhã, devido ao elevado percentual, em Virgínia, Maryland e Columbia, de afro-americanos e de pessoas com alta formação acadêmica, dois grupos que estatisticamente o favorecem.