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Política & Poder

Apenas oito distritais não estão envolvidos na Caixa de Pandora

Arquivo Geral

15/08/2010 12h37

Carla Rodrigues

carla.rodrigues@jornaldebrasilia.com.br

 

Na Câmara Legislativa, poucos ficaram fora da escandalosa lista dos envolvidos na Operação Caixa de Pandora, desencadeada pela Polícia Federal em 27 de novembro do ano passado, que provocou até a perda do mandato do ex-governador José Roberto Arruda (ex-DEM, sem partido). Apenas oito dos 24 distritais, incluindo o suplente Raad Massouh (DEM), vangloriam-se hoje de não estar relacionados no esquema de corrupção.

 

 

Os oito tentam a reeleição e querem ser considerados como candidatos fichas limpas por causa disso. Integram a pequena lista Chico Leite (PT), Cabo Patrício (PT), Eliana Pedrosa (PFL), Paulo Roriz (PFL), Milton Barbosa (PSDB), Aguinaldo de Jesus (PL) e Raimundo Ribeiro (PSL).

 

 

“Ter a ficha limpa é o requisito mínimo para os deputados. Ter a ficha suja inabilita a pessoa para o cargo automaticamente, independente de julgamentos”, avalia o cientista político e professor da Universidade de Brasília (UnB), David Fleischer. Apesar disso, exemplifica, existem aqueles postulantes que possuem a ficha suja e, mesmo assim, têm o apoio da população. “No Varjão, todo mundo chama Roriz de pai e isso não vai mudar”, destaca.

 

Obrigação de parlamentar

 

 

Para Eliana Pedrosa, que disputa a reeleição com grandes chances de vencer a disputa, ter a ficha limpa é o que se espera de um candidato: “Como cidadão talvez não seja uma obrigação, mas para um parlamentar é”. Ela acredita que sua atuação intacta na Câmara impulsionou a possibilidade de uma reeleição. “Eu saio nas ruas para pedir votos e as pessoas conhecem o meu passado e reconhecem isso”, conta.

 

 

Já o suplente Raad Massouh acredita que ser ficha limpa é um mérito. “Acredito que é obrigação, mas não deixa de ser um motivo para o parlamentar se orgulhar, pois em um meio onde reina tanta corrupção é difícil não se envolver. São poucos os que têm essa força de vontade”, argumenta.

 

 

Chico Leite acha que ter a ficha limpa é, sim, uma uma obrigação dos parlamentares e dos postulantes. “É meu dever ser íntegro”. O petista ainda critica os eleitores que vendem seus votos por favores. “A ideia agora é o voto limpo: sem promessas de vantagens, sem venda de votos”.

 

 

Leia mais na edição deste domingo (15) do Jornal de Brasília.

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