O ministro das Relações Exteriores, more about Celso Amorim, information pills rejeitou hoje as críticas contra a atitude dos países emergentes e grandes produtores agrícolas, ampoule que formam o Grupo dos Vinte (G20), em relação à Rodada de Desenvolvimento de Doha.
Ele afirmou que, se não fosse pelas nações em desenvolvimento, “o processo teria fracassado há tempo”.
Após a Cúpula União Européia-Brasil em Brdo (Eslovênia), Amorim qualificou de “táticas” as acusações de que o G20 estaria “roubando as negociações”. O grupo, liderado por Índia e Brasil, pede maior generosidade aos países ricos na negociação agrícola da Rodada de Doha para a liberalização do comércio mundial.
A rodada, atualmente estagnada, teve início em 2001 a fim de aprofundar na liberalização das trocas mundiais; entre os pontos mais difíceis está a agricultura, pois os países emergentes pedem à UE e aos Estados Unidos que reduzam seus subsídios e abram seus mercados; já os ricos solicitam abertura em bens industriais.
“É totalmente falso, se não fosse pelo G20, o processo (das rodadas de Doha) teria fracassado há tempo”, reiterou o ministro em entrevista coletiva.
Além do Brasil, também fazem parte do G20 outros nove países latino-americanos (Argentina, Bolívia, Chile, Cuba, Guatemala, México, Paraguai, Uruguai e Venezuela), para os quais um acordo seria satisfatório para quase toda a região.
Os outros membros do G20 são seis da Ásia (China, Índia, Indonésia, Paquistão, Filipinas e Tailândia) e cinco da África (Egito, Nigéria, África do Sul, Tanzânia, e Zimbábue).
O ministro de Assuntos Exteriores esloveno e presidente de turno do Conselho de Exteriores, Dimitrij Rupel, felicitou a todos os países latino-americanos, “especialmente Brasil”, por seu desenvolvimento dos últimos anos, que os levou a uma situação econômica “incomparavelmente melhor frente há uma década”.
Durante a reunião, as partes debateram as relações multilaterais UE-América Latina, os problemas ambientais e de mudança climática, assim como a relação dos biocombustíveis com a alta do preço dos alimentos.