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Política & Poder

Alunos com deficiência poderão ter prioridade em escolas de tempo integral perto de casa ou do trabalho dos pais

projeto em análise na câmara busca garantir matrículas próximas à residência ou ao emprego dos responsáveis e reduzir barreiras de deslocamento

Pedro Nery

25/09/2026 18h27

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Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil Fonte: Agência Câmara de Notícias

Estudantes com deficiência poderão ganhar prioridade na matrícula em escolas públicas de tempo integral próximas de suas residências ou do local de trabalho de seus responsáveis. A medida está prevista no Projeto de Lei 3205/26, em análise na Câmara dos Deputados, que pretende ampliar as garantias de acesso à educação e evitar que a distância entre casa e escola se transforme em mais um obstáculo para essas famílias.

De autoria do deputado Rafael Brito (MDB-AL), a proposta altera a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB). Atualmente, a legislação já estabelece o direito geral de matrícula em escolas próximas à residência, mas não assegura essa prioridade de forma específica aos alunos com deficiência, especialmente na modalidade de ensino em tempo integral.

A mudança busca atender estudantes que enfrentam dificuldades adicionais para chegar à escola, sobretudo aqueles que dependem de transporte adaptado ou de acompanhamento durante o trajeto. Ao permitir que a matrícula também considere a localização do emprego dos responsáveis, o projeto pretende facilitar a organização da rotina familiar e o acesso à educação.

Na justificativa, Rafael Brito destaca que a distância pode comprometer a frequência escolar e dificultar a permanência dos estudantes nas instituições de ensino. “Longos deslocamentos diários podem constituir barreira física, sobretudo para estudantes que dependem de transporte adaptado”, argumentou o parlamentar.

O texto ainda precisa avançar no Congresso Nacional antes de se tornar lei. A proposta será analisada, em caráter conclusivo, pelas comissões de Educação, de Defesa dos Direitos das Pessoas com Deficiência e de Constituição e Justiça e de Cidadania. Para entrar em vigor, também será necessária a aprovação do Senado.

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