A dez dias das eleições e ainda em desvantagem nas pesquisas de intenção de voto, check price o candidato à Presidência da República pelo PSDB, Geraldo Alckmin, está tão animado com a repercussão do escândalo do chamado "dossiê Serra" que já marcou evento de campanha para depois do primeiro turno.
O coordenador da agenda do presidenciável, Felipe Sartori Sigollo, incluiu nos planos de Alckmin um debate na TV Bandeirantes, em 8 de outubro. O primeiro turno será em 1º de outubro.
O escândalo do dossiê trouxe fôlego à campanha e alimentou na oposição a esperança de enfrentar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva no segundo turno. O episódio gerou mais indefinição na reta final da disputa, embora o petista ainda lidere a eleição com ampla vantagem sobre Alckmin.
Há uma semana foi preso em Cuiabá, Mato Grosso, Paulo Trevisan, tio de Luiz Antônio Vedoin, dono da empresa Planam, pivô do esquema da compra superfaturada de ambulâncias com recursos públicos. Trevisan foi preso, e depois liberado, com imagens que envolveriam o candidato ao governo de São Paulo pelo PSDB, José Serra, na máfia dos sanguessugas.
O escândalo do dossiê já provocou baixas de petistas ligados ao governo, entre elas Ricardo Berzoini, que perdeu o posto de coordenador da campanha de Lula pela reeleição mas se mantém na Presidência do partido.
Na última sexta-feira, Valdebran Padilha da Silva, filiado ao PT do Mato Grosso, e Gedimar Pereira Passos foram presos, em São Paulo, sob suspeita de intermediar a compra das imagens de Serra e Alckmin. Com eles, a Polícia Federal apreendeu cerca de R$ 1,7 milhão.