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Alckmin é ‘posto Ipiranga’ de Lula em encontros com empresariado

Foi o que, segundo relatos, aconteceu na noite de terça-feira (28), quando Alckmin ficou responsável pela análise macroeconômica e as propostas de “reconstrução do país”

Por FolhaPress 29/06/2022 8h47
Foto: Nelson Almeida/AFP

Catia Seabra
Rio de Janeiro, RJ

O ex-governador Geraldo Alckmin (PSB) tem figurado como um avalista do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) durante a série de jantares com empresários.

Foi o que, segundo relatos, aconteceu na noite de terça-feira (28), quando Alckmin ficou responsável pela análise macroeconômica e as propostas de “reconstrução do país”.

No encontro com empresários, entre eles Carlos Sanchez (EMS), Candido Pinheiro (Hapvida), João Camargo (Esfera) e Pedro Silveira (ex-XP), Lula lembrou as vitórias de Alckmin no estado de São Paulo e disse que um está aprendendo com o outro, segundo participantes.

Ainda segundo presentes, Lula prometeu a soma da experiência dos dois para a recuperação econômica do Brasil.

Nesta quarta-feira (29), durante entrevista a uma rádio de Piracicaba, Lula voltou a realçar o papel do vice em um eventual governo seu. Disse, por exemplo, que ninguém cuidou da questão do etanol como os dois, quando ele era presidente e Alckmin, governador.

“Qual é a vantagem minha e do Alckmin? É que já sabemos sentar na cadeira”, disse.

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Na véspera, também nesse jantar organizado pelos advogados Marco Aurélio Carvalho, Pierpaolo Bottini e Sérgio Renault, Lula comparou sua aliança com o ex-governador como um casal prestes a completar bodas.

Ao assumir a palavra, Alckmin disse aos empresários que Lula sempre foi um homem de diálogo, conciliador e agregador.

Citando muitas cifras e dados, Alckmin apresentou as políticas sociais e econômicas de FHC e Lula como uma progressão, atendendo a metas de inflação, fazendo superavit e reduzindo a dívida.

O ex-tucano fez uma análise dessa evolução do governo FHC para Lula até chegar na valorização do salário mínimo na gestão do petista.

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Sentado em uma poltrona ao lado de Lula, ele chegou a tocar na perna do petista enquanto falava, descrevem os participantes.

Já o ex-presidente disse aos empresários que eles sabem como foi implementada a política econômica em seu governo. Descartou ainda surpresas em caso de vitória nas próximas eleições.

Lula disse que sempre deixou e deixará as portas abertas ao empresariado, além de para os pobres. O ex-presidente defendeu a necessidade de um pacto contra a miséria.

Ainda segundo participantes, o petista disse aos empresários que não quer tirar nada de ninguém, mas que o Brasil não pode ser só para uns. Nas rodas de conversa, Lula falou na retomada da credibilidade para atração de investimento estrangeiros.

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Antes, no discurso, ele disse que o presidente Jair Bolsonaro (PL) parece ser de plástico por não derramar uma lágrima diante das vítimas da Covid e desastres naturais.

No jantar, baseado na culinária portuguesa, Lula esteve acompanhado da mulher, Janja, do ex-ministro Aloizio Mercadante, do deputado estadual Emidio de Souza e do futuro tesoureiro da campanha, o deputado Marcio Macedo (SE).

O economista e conselheiro de Lula Gabriel Galípolo também participou do encontro.

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Um dos organizadores do jantar, Marco Aurélio Carvalho pediu que os convidados entregassem os celulares à chegada. Durante as quase quatro horas, os aparelhos ficaram guardados em saquinhos com a identificação do proprietário.

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Segundo organizadores, a lista de convidados incluía um dos maiores produtores de plástico do mundo, que teve que cancelar a presença após ser diagnosticado com Covid.

Lula deverá falar à Fiesp na semana que vem. Há ainda a previsão de encontros com empresários do setor do agronegócio no início de julho.








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