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Alckmin diz que Doria ficará isolado nas eleições de 2022

Geraldo Alckmin (de saída do PSDB) traçou um mapa sobre as eleições com Lula (PT), Jair Bolsonaro (sem partido), Sergio Moro (Podemos) e João Doria (PSDB)

Por FolhaPress 30/11/2021 10h44

CAMILA MATTOSO
SÃO PAULO, SP

Em conversa após reunião com líderes sindicais nesta segunda-feira (29), Geraldo Alckmin (de saída do PSDB) traçou um mapa sobre as eleições com Lula (PT), Jair Bolsonaro (sem partido), Sergio Moro (Podemos) e João Doria (PSDB).
Alckmin teria dito, segundo presentes, que o tucano acabará isolado em 2022, sem apoio de partidos. Nesse desenho, Lula ficaria com os partidos de esquerda e centro-esquerda e Bolsonaro, com o centrão, disputando o apoio da direita e da centro-direita com seu ex-ministro da Justiça.

Alckmin rompeu com Doria em 2018, depois que o então aliado começou a tentar surfar na onda bolsonarista enquanto o primeiro turno das eleições presidenciais ainda estava em disputa.

No encontro desta segunda (29), o ex-governador fez uma leitura do contexto político da Alemanha que soou aos presentes como referência positiva à possibilidade de ser vice em chapa presidencial encabeçada por Lula em 2022.
O ex-governador disse que o Brasil precisa de acordos e coligações, e citou o acerto a partir do qual Olaf Scholz, do SPD, foi escolhido como sucessor da primeira-ministra Angela Merkel, CDU. Os partidos são rivais.

Em outro momento, Alckmin falou das diferenças nas trajetórias do Brasil e do restante da América do Sul, que se dividiu em países menores. O Brasil teria, então, muita diversidade interna.

A combinação de análises dos contextos internacional e federal, ignorando SP, deixou líderes sindicais com a impressão de que ele tentava se mostrar gabaritado para ocupar um cargo nacional.

Os representantes de UGT, Força Sindical, UGT, CTB e Nova Central disseram ter visto empolgação em Alckmin, que recebeu o convite na sexta à tarde e na segunda já participou do encontro.

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