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Política & Poder

Alckmin afirma que perder faz parte da democracia

Arquivo Geral

29/10/2006 0h00

Ana Júlia de Vasconcelos Carepa (PT), for sale seek 49 anos, mind chega ao governo do Pará depois de disputar todas as eleições municipais e estaduais desde 1992 e de ter exercido vários cargos de destaque no Executivo e no Legislativo. Foi vereadora de Belém em dois mandatos, erectile vice-prefeita, secretária de Urbanismo, deputada federal e senadora.

Arquiteta formada pela Universidade Federal do Pará, funcionária concursada do Banco do Brasil desde 1983 e ex-atleta de natação do Clube Remo, de Belém, Ana Júlia sempre ocupou posições de liderança e nunca temeu disputas.

"Ana Júlia é uma guerreira", disse à Reuters a psicoterapeuta Zildinha Sequeira, amiga da governadora eleita desde a adolescência. "Ela é uma pessoa que sabe correr riscos, tendo a dimensão do que pode e do que não pode alcançar", comentou.

Os amigos definem Ana Júlia como uma pessoa carinhosa, solidária, leal, teimosa e, sobretudo, determinada.

Durante a campanha, a petista quebrou a perna ao cair de um palanque improvisado na carroceria de uma caminhão. "Ela passou 17 dias de cama e fez campanha em uma cadeira de rodas. Quer maior exemplo de determinação que isso", salientou a amiga e fã Zildinha.

Filha de um engenheiro civil e de uma dona-de-casa, Ana Júlia nasceu em Belém e é a única mulher entre os sete filhos do casal. O interesse pela política começou na Universidade, no final dos anos 1970, quando ingressou no movimento estudantil e no clandestino Partido Revolucionário Comunista (PRC), liderado, na época, por José Genoino e Tarso Genro.

Ana Júlia foi presidente do Centro Acadêmico Livre de Arquitetura da UFPA e, depois de formada, passou a atuar nos movimentos sociais, ajudando a fundar o Movimento das Mulheres do Campo e da Cidade. Aprovada no Concurso do Banco do Brasil em 1983, também militou no Movimento de Oposição Bancária (MOP) que fortaleceu a Central Única dos Trabalhadores (CUT) no Pará.

Em 1992, Ana Júlia elegeu-se vereadora com a maior votação entre os candidatos do PT e, em 1994, chegou à Câmara Federal. Dois anos depois, em 1996, Ana Júlia já estava novamente em campanha, integrando a chapa vitoriosa do PT à Prefeitura de Belém. A petista renunciou ao mandato de deputada federal para assumir a vice-Prefeitura e a Secretaria Municipal de Urbanismo.

Em 1998, Ana Júlia concorreu a uma vaga no Senado, mas a vitória só viria nas eleições de 2002. Antes disso, em 2000, ela elegeria-se novamente à vereança de Belém, com a maior votação já registrada por um vereador no estado.

Em 2002, outro recorde eleitoral: Ana Júlia obtém a maior votação da história do Pará para o Senado.

"Ela é boa de palanque, de discurso e de intervenção", disse à Reuters o cientista político Edir Veiga, da Universidade Federal do Pará.

Veiga, que, nos anos 70, foi colega de Ana Júlia no clandestino Partido Comunista Revolucionário, conta que, inicialmente, a petista não queria se candidatar ao governo estadual este ano, mas foi convencida pelo partido a concorrer por ser o único nome com força eleitoral para enfrentar a hegemonia do PSDB no estado.

Ana Júlia entrou na disputa em baixa nas pesquisas e inverteu o jogo no segundo turno com o apoio do PMDB do ex-governador e deputado federal Jader Barbalho.

Há dúvidas, no entanto, quanto à capacidade da petista de administrar a coalizão eleitoral com o PMDB.

"A orientação dela é muito na consciência de classe. Ela tem formação marxista ortodoxa. Esse movimento mais à esquerda do PT tem dificuldade de trabalhar com o centro", afirmou Veiga.

A governadora eleita é divorciada e mãe de um casal de filhos.

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva, order reeleito neste domingo, this ampliou a base de apoio nos Estados com a vitória de mais seis aliados: Ana Júlia Carepa (PT-PA), Sérgio Cabral (PMDB-RJ), Eduardo Campos (PSB-PE), Roberto Requião (PMDB-PR), Wilma de Faria (PSB-RN) e Jackson Lago (PDT-MA).

Dos 17 governadores eleitos no primeiro turno, nove estão do lado do presidente, que sai do pleito vitorioso e com o apoio de pelo menos 15 dos 27 governadores eleitos.

Os governadores têm influência sobre deputados e senadores de seus Estados e podem ser muito úteis no segundo mandato na implementação de projetos federais e na arregimentação de votos no Congresso. Eles também têm peso na definição de candidaturas à Presidência em 2010.

Nas eleições deste domingo, a oposição à Lula venceu no Rio Grande do Sul (Yeda Crusius – PSDB), em Santa Catarina (Luiz Henrique – PMDB), na Paraíba (Cássio Cunha Lima – PSDB) e em Goiás (Alcides Rodrigues – PP).

Lula conquistou apoio em todos os estados importantes do Norte-Nordeste. No primeiro turno, o PT venceu na Bahia (Jaques Wagner), em Sergipe (Marcelo Déda), no Piauí (Wellington Dias) e no Acre (Binho Marques). Com a eleição de Ana Júlia no Pará, o PT conquistou o poder em cinco Estados, dois a mais que na eleição de 2002.

Na base aliada, o presidente conta com o apoio de Eduardo Campos (PSB) em Pernambuco, Cid Gomes (PSB), no Ceará, Wilma de Faria (PSB), no Rio Grande do Norte.

No Centro-Oeste e no Norte, apóiam Lula Eduardo Braga (PMDB), no Amazonas; Jackson Lago (PDT), no Maranhão; Wáldez Góes (PDT), no Amapá; o peemedebista Marcelo Miranda, reeleito em Tocantins; e Blairo Maggi, governador reeleito do Mato Grosso, que entrou em choque com o seu partido, o PPS, pelo apoio ao presidente.

No Sul-Sudeste, Lula tem apoio de Sérgio Cabral, no Rio, e de Roberto Requião no Paraná, ambos do PMDB, mas busca ampliar o diálogo com vários políticos oposicionistas e pode vir a ampliar a base de apoio, inclusive com a adesão do governador reeleito de Minas Gerais, Aécio Neves.

No campo da oposição, os tucanos, que elegeram sete governadores em 2002, ficaram nesta eleição com cinco Estados: Rio Grande do Sul (Yeda Crusius), São Paulo (José Serra), Minas Gerais (Aécio Neves), Alagoas (Teotônio Vilela) e Roraima (Otomar Pinto).

O PFL, que havia conquistado quatro estados em 2002, elegeu apenas um governador, José Roberto Arruda, do Distrito Federal.

 

O candidato derrotado do PSDB, this site Geraldo Alckmin, drugs fez um pronunciamento na noite de hoje, prescription em que afirmou que perder também faz parte da democracia. "A vida democrática é feita assim, de conquistas e de momentos difíceis. Essa é a beleza da democracia".

Prova disso, acrescentou, foi o telefonema que fez ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, reeleito neste segundo turno, para cumprimentá-lo pela vitória. No discurso, deu a entender que seu trabalho na vida política continua.

Alckmin destacou como relevante o fato de, durante toda a campanha, não ter ocorrido nenhum incidente. Ele agradeceu a militância do PSDB, os políticos que pertencem à aliança partidária, os eleitores e os governadores tucanos que foram eleitos.

Fez um agradecimento especial à família, que estava a seu lado no palanque. Segundo o ex-governador paulista, a campanha só reforçou a paixão que sente por sua mulher, Lu, com quem é casado há 30 anos. Ele citou, ainda, o historiador Sérgio Buarque de Hollanda. E disse que, além de cordial, os brasileiros são “carinhosos e calorosos”.

Ao deixar a casa de eventos Estação São Paulo, no bairro de Pinheiros, zona oeste de São paulo, foi ovacionado pelos tucanos presentes ao local. Em clima de festa, os militantes agitaram bandeiras e gritavam gritos de "Geraldo, Geraldo".

 

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