Carlos Carone
carone@jornaldebrasilia.com.br
Todos os 106 policiais civis, além de centenas de homens da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros do Distrito Federal que foram desviados de suas funções, e estão cedidos para diferentes órgãos, podem ter que voltar às instituições de origem depois da posse de Agnelo Queiroz, em 1º de janeiro. O governador eleito afirmou, ontem, que a equipe de transição passará um pente-fino na área da Segurança para identificar se o número de cessões de servidores está prejudicando o policiamento e comprometendo a segurança no DF.
No gabinete provisório da Biblioteca Nacional, Agnelo confirmou a gravidade da reportagem do Jornal de Brasília publicada na edição de ontem, que denuncia a transferência de dois policiais civis aprovados no último concurso para a Prefeitura do Rio de Janeiro, com os salários pagos pelo GDF.
“Isso faz parte do estudo da transição. Nosso grande objetivo é justamente esse: obtermos o conhecimento do Estado nestas áreas. Queremos saber como está cada uma dessas instituições, o número de servidores, a necessidade, quantos estão cedidos. Se as forças estiverem enfraquecidas, não tenha dúvida que mandaremos todos voltar. O interesse público é que vai prevalecer”, garantiu o governador eleito.
As últimas duas baixas da Polícia Civil foram publicadas no Diário Oficial do DF quarta-feira passada. Ainda em período probatório, dois policiais ganharam o direito de trabalhar no Rio de Janeiro pelo menos até 31 de dezembro.
A cessão dos dois servidores acabou provocando mal-estar na corporação. Apesar da publicação no DODF, a direção-geral da Polícia Civil confirmou que emitiu parecer contrário a cessão dos dois policiais à Prefeitura da capital fluminense.
Leia mais na edição desta quarta-feira (10) do Jornal de Brasília