O governador Agnelo Queiroz reuniu, ontem, todo o secretariado para conclamar a todos a trabalhar “de forma dedicada e incansável” até o dia 31 de dezembro. Ao final da reunião, provocado pela reportagem sobre o suposto apoio velado que tem dado ao candidato Rodrigo Rollemberg (PSB), ele disse que nem o senador, nem Jofran Frejat (PR) merecem apoio. E foi além: disse que “os dois estão numa corrida para ver quem vai cometer o maior estelionato eleitoral”.
Agnelo deixou claro que segue uma orientação do partido, o PT. “Nem um, nem o outro merecem a nossa confiança. Por isso, não apoiamos nenhum”, afirmou.
E garantiu que as supostas retaliações a partidos como PEN e PHS, que declararam apoio a Frejat e, em seguida, perderam cargos no governo, nada têm a ver com o segundo turno. “Nem quando eu era candidato usei máquina do governo para atender A ou B. Quanto mais agora, no segundo turno, não vou favorecer qualquer candidato”, disse o petista, que não fazia qualquer aparição pública desde o dia 6 de outubro, um dia depois de ser derrotado nas urnas.
Ele contou que, neste tempo, estava trabalhando duro, “cerca de 18, 19 horas por dia”, para deixar a casa em ordem para o sucessor. “Estive reunido com meu secretariado e a ordem é trabalhar de forma dedicada e incansável até o dia 31 de dezembro, seja qual for o governador que a população eleger. Não vamos diminuir os esforços para manter a cidade em funcionamento”, garantiu o governador.
Clima de velório
O clima da reunião do governador Agnelo Queiroz com o secretariado, ontem, na Residência Oficial de Águas Claras, era de velório. Ao lado da mulher, Ilza, e do vice-governador, Tadeu Fillipelli, ele conclamou o primeiro escalão a fazer um balanço das ações de seu governo.
Enxugar a máquina pública
Sobre a sequência de exonerações que tem feito desde que perdeu a eleição, Agnelo diz que trabalha para “deixar a máquina enxuta”. “Isso é para que o próximo governo tenha liberdade para aplicar o seu projeto. Acho que isso é muito correto, de grandeza, que poucos governantes têm”, frisou.
Perguntado se seu governo inchou a máquina, como os candidatos ao GDF não se cansam de repetir, ele desconversou: “Enxugar a máquina é fazer economia de projetos que eu já não tenho condições de dar continuidade. Estou só facilitando, entregando uma máquina mais enxuta, com contas equilibradas, para que o próximo governo possa atuar com liberdade”.
E voltou a dizer que está “preparando o terreno” para que o novo governador assuma uma cidade muito melhor do que ele recebeu.