Sionei Ricardo Leão
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Encerradas as eleições gerais do Distrito Federal, o foco das articulações políticas passa a ser a composição da base aliada e do bloco de oposição na Câmara Legislativa. Nessa fase inicial, as sondagens demonstram que os distritais estão divididos em quatro tendências: governistas, “a caminho do governo”, independentes e oposição.
O governador do DF, eleito ontem, Agnelo Queiroz (PT), tem como certos 12 aliados. Esses parlamentares são membros de partidos que integraram a coligação Um Novo Caminho – PT, PMDB, PPS, PSB e PDT. Também entra na conta o PTB, de Cristiano Araújo, que aderiu aos petistas no segundo turno da corrida eleitoral.
O presidente do PT-DF, Roberto Policarpo, considerado personalidade importante na articulação da futura bancada governista, afirma que a adesão não se limita aos eleitos pela coligação liderada por Agnelo. Esse otimismo diz respeito a acenos de quatro distritais que podem optar por somar-se aos governistas. São considerados “a caminho” Agaciel Maia (PTC), Dr. Michel (PSL), Benedito Domingos (PP) e Evandro Garla (PRB).
Se os quatro continuarem a marcha no rumo governista, a base aliada pode chegar a ter 16 membros, a maioria dos votos na Câmara Legislativa. Há ainda os chamados “independentes”, que podem votar com o governo conforme a ocasião. No segmento está a dupla de democratas Eliana Pedrosa (DEM) e Raad Massouh (DEM), e Aylton Gomes (PR).
Por meio de sua assessoria, Eliana declarou que, por enquanto, não há nada que a tenha motivado a se definir por uma postura contra ou a favor de Agnelo. Essas palavras retratam de certa maneira o sentimento do trio. Nas entrelinhas, vão aguardar as futuras articulações para decidirem se permanecem neutros, se aderem à base aliada ou se seguem para a oposição – algo que desde agora é considerado pouco provável.
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