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Política & Poder

Afif diz que Maia pode cometer “atitude autoritária” caso não paute “nova CPMF”

A ideia de tributar as transações financeiras do “mundo digital” tem sido chamada de “nova CPMF” por alguns economistas e integrantes do setor privado

Lucas Valença

16/07/2020 8h38

O assessor especial do ministro da Economia, o empresário Guilherme Afif Domingos chegou a afirmar em uma transmissão ao vivo que o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, tomará uma “atitude autoritária” caso não paute o modelo de substituição tributária, também chamada de “nova CPMF”, que será enviado por Paulo Guedes. Segundo ele, Maia “não tem o direito” de não pautar o projeto.

A fala do também ex-vice-governador de São Paulo, se deu em uma live promovida pelo Sebrae quando o principal assessor econômico do governo, ainda nomeado em fevereiro de 2019, defendia a proposta de substituição tributária, que está sendo elaborada pelo governo federal.

A ideia de tributar as transações financeiras do “mundo digital” tem sido chamada de “nova CPMF” por alguns economistas e integrantes do setor privado. A medida, no entanto, foi fielmente defendida por Afif que refutou as críticas. “Não se trata de aumento de aumento de impostos, se trata de substituição de base tributária”.

Logo depois, o empresário defendeu que, “o ônus sobre a mão de obra tem de ser substituído por um imposto sobre as operações tributárias, que a turma fala que é a CPMF, mas não é, ela é muito mais ampla”.

Questionado sobre a possível falta de “otimismo” do presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM), em pautar o assunto, o consultor da equipe econômica foi direto. “Ele não tem o direito de interditar nenhum debate. Ele pode ter a própria opinião, mas ele dizer que aqui não passa, isso é uma atitude autoritária. Não é de autoridade, é autoritária”.

Logo em seguida, Afif afirma que “tem de discutir sim” e garante que o projeto será enviado para apreciação do Congresso Nacional. “Nós vamos botar lá”, resumiu.

Proximidade

A proximidade de Afif Domingos com Paulo Guedes remete a 1989 quando o empresário foi candidato à presidência da República. À época, Paulo Guedes assessor econômico de Afif e responsável por formular parte do plano econômico apresentado na campanha.

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