Carlos Carone
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O diálogo travado entre José Roberto Arruda e o ex-secretário de Relações Institucionais Durval Barbosa, sobre a possível compra de votos no Supremo Tribunal Federal (STF) e no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) – conforme o Jornal de Brasília noticiou, com exclusividade, sexta-feira passada –, pegou a defesa do ex-governador de surpresa. Irritado com o trecho do vídeo que veio à tona, o advogado Nélio Machado afirmou que entrará, amanhã, com petição no Superior Tribunal de Justiça (STJ) pedindo, na íntegra, o resultado das perícias realizadas pela Polícia Federal nas fitas gravadas por Durval, que desencadearam a Operação Caixa de Pandora.
Na avaliação do advogado, muitas imagens foram editadas ou então mantidas fora dos autos processuais, aos quais os advogados tiveram acesso. “Não existe meia-prova ou meia-verdade. Ao que parece, as evidências estão sendo jogadas na mídia de acordo com algum tipo de interesse. Vou requerer todas as provas, completas, pois é um direito constitucional”, garantiu Nélio.
O criminalista comentou que não sabia dos últimos três segundos do vídeo, que mostra Arruda recebendo R$ 50 mil de Durval, em 4 de setembro de 2006, de acordo com o relatório da Polícia Federal. “Realmente é uma nova informação que precisa ser investigada. Mas creio que esse vídeo pode ter ocorrido antes da data registrada, principalmente pela conversa entre Arruda e supostamente Joaquim Roriz”, afirmou.
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