Amanda Costa
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Criadas para cuidar dos problemas mais frequentes do dia-a-dia das cidades – como o funcionamento dos terminais rodoviários, dos parques e feiras, propor a construção de paradas de ônibus e de táxis e atender e orientar os cidadãos quanto à expedição de alvarás –, as administrações regionais do Distrito Federal têm se transformado em verdadeiras organizadoras de eventos. Pelo menos é o que mostram dados do Sistema Integrado de Gestão Governamental (Siggo), onde estão concentradas as receitas e despesas do GDF.
As 30 administrações regionais gastaram juntas, de janeiro ao dia 10 de outubro de 2011, pouco mais de R$ 45 milhões – excluindo a folha de pagamento. Deste valor, R$ 25,6 milhões – o equivalente a 57% do orçamento total – foram destinados a eventos culturais ou esportivos. Há festividades para todos os gostos, como festivais de música, eventos religiosos e até vaquejadas.
Apenas R$ 7,1 milhões (16%) se destinaram a obras de melhoria do dia a dia da população, como serviços de urbanização, reformas, reparos em calçadas, praças e implantação de sistemas de iluminação pública. A manutenção da estrutura das administrações também custou caro ao bolso do contribuinte. Foram R$ 11,5 milhões para suprir gastos com água, luz, telefone e café.
Os dados foram levantados pelo deputado federal Izalci Lucas (PR-DF), que defende a extinção das administrações. “Se for para fazer o que estão fazendo, que é promover eventos culturais, não precisaria de administração. Bastava pedir a Secretaria de Cultura para promover as festas. Hoje, não se justifica manter a estrutura das administrações”.
O deputado, que fez o levantamento, disse que encaminhará os dados ao Ministério Público do DF.
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