Eduardo Brito
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A Câmara Legislativa publica hoje a decisão do Tribunal Regional Eleitoral que cassou o mandato do ainda distrital Roberto Lucena, por infidelidade partidária. Ele trocou o PMDB, pelo qual se candidadou e ficou em uma suplência, por uma vaga no PR. Na quarta-feira, cumprindo a rotina regimental, a Câmara convoca o suplente de Lucena, o ex-deputado Vigberto Tartuce, o Vigão. Ele poderá assumir o cargo na própria quarta.
Vaga maldita
Não é à toa que esse posto de deputado vem sendo chamado de vaga maldita. Seu primeiro titular foi Pedro Passos, o mais votado do PMDB, preso sob acusação de grilagem de terras. Renunciou para não ser cassado. Foi substituído por Eurides Brito, flagrada na videoteca do ex-secretário Durval Barbosa e cassada há duas semanas. Roberto Lucena, em seu lugar, sofreu imediatamente a cassação pelo TRE. Vigberto Tartuce chegou a dizer que não assumiria, mas reviu sua posição.
Em sequência
Só que a praga não fica por aí. Na hipótese de Vigão deixar de assumir, a suplente seguinte é a hoje vice-governadora Ivelise Longhi. Só virará deputada caso renuncie à vice, o que parece improvável. Nesse caso, o seguinte é Odilon Aires, outro frequentador dos arquivos de Durval Barbosa. Maldição pesada essa.
E a coisa continua
Vigberto Tartuce anunciou que não será candidato este ano. Se for, pode ter problemas com a lei dos fichas limpas. Já foi condenado pelo Tribunal de Contas da União a repor dinheiro do Fundo de Assistência ao Trabalhador, quando era secretário do Trabalho no GDF.
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