Brasília, 23 – O candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) e seus aliados orquestraram uma ofensiva a favor do voto útil nesta quarta-feira, 23. A estratégia tem sido usada nas redes sociais e na transmissão que o “01” promove em seu canal no YouTube.
Na live, o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), a senadora Tereza Cristina (PP-MS) e o próprio Flávio defenderam o chamado voto útil. “Com todo o respeito aos meus adversários, mas quem pode vencer o Lula é Flávio Bolsonaro Peço oportunidade aqui, humildemente, para você que está me assistindo, me dê esse voto de confiança já no primeiro turno”, disse o candidato do PL.
Tarcísio repetiu o pedido: “Vamos olhar a coisa com pragmatismo. Não dá mais para ter o PT (…) Está na hora de todo mundo vir com Flávio, o esforço final, convencer indeciso, de militar na rede social”.
Pouco depois, ainda na transmissão, Tereza Cristina reforçou a estratégia: “Flávio, temos de fazer voto útil. Temos de votar em peso neste primeiro turno, não deixar de votar. A abstenção é um horror. É votar 22”, disse a parlamentar.
Enquanto a live ainda acontecia, o senador Rogério Marinho (PL-RN) defendia o voto útil em uma publicação em suas redes sociais. “O voto útil no primeiro turno é ferramenta essencial para derrotarmos o PT. Com respeito a todas as demais candidaturas, o único que reúne as condições efetivas de vencer o desgoverno do Lula já no primeiro turno é o Flávio Bolsonaro”, escreveu.
Também nesta quarta, a responsável pelo programa econômico da campanha de Flávio e ex-presidente da Caixa, Daniella Marques, defendeu o voto maciço em seu candidato já no primeiro turno das eleições, marcado para o dia 4 de outubro.
“Vai esperar o segundo turno para quê? Atrasar 20 dias o que você pode fazer no primeiro?”, questionou a ex-presidente da Caixa durante a J. Safra Investment Conference, onde falou sobre “Desafios para o Brasil – para Mulheres”. “Essa escolha está muito fácil. Cada um de vocês, que tem conhecimento, que tem poder econômico, é responsável em relação aos vulneráveis, que estão sendo enganados”, argumentou.
Ela disse que a mudança do Brasil não está nos “candidatos que têm 2% ou 3%” de chance de vencer a eleição e chegou a convocar o público ali presente a angariar votos para Flávio Bolsonaro. “Tem um (candidato) que agora passou um pouquinho na frente, e a gente tem 11 dias para antecipar a mudança que o Brasil precisa. Nada é mais importante para nenhum de nós quando sair desta sala do que trabalhar da forma que pode, convencendo as pessoas, espalhando o conteúdo, pensando, refletindo e, principalmente, trabalhando para que a mudança aconteça”, orientou.
Apesar da ofensiva pública, integrantes da campanha de Flávio consideram ser remotas as chances de o senador ganhar em primeiro turno, apurou o Estadão/Broadcast (sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado).
Estadão Conteúdo