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Opinião

Fibromialgia em jovens: por que a síndrome cresce entre adultos de 20 a 35 anos

Redação Jornal de Brasília

15/12/2025 19h28

Atualizada 16/12/2025 14h08

Divulgação


Por: Por Dr. Gropen
Médico fisiatra e especialista em dor

A fibromialgia, antes associada sobretudo à meia-idade, vem crescendo rapidamente entre jovens de 20 a 35 anos, expressão de um estilo de vida marcado por pressa constante, excesso de estímulos, hiperconexão e pouco descanso real. Especialistas como o Dr. Carlos Gropen afirmam que se tornou comum atender pacientes jovens com dor crônica, fadiga intensa e sensibilidade ampliada, algo raro há poucos anos e que hoje revela o claro rejuvenescimento dessa síndrome silenciosa. A rotina contemporânea impõe múltiplas tarefas, sono insuficiente, ansiedade elevada e comparações permanentes, elementos que sobrecarregam o organismo e favorecem a desregulação do sistema nervoso, mecanismo central da fibromialgia.

Muitos acreditam estar apenas cansados, mas convivem por meses com sintomas que se instalam lentamente, acumulando tensão física e emocional até que o corpo não consegue mais compensar. A síndrome provoca dor difusa sem causa estrutural, cansaço extremo, sono não reparador, lapsos cognitivos e hipersensibilidade a estímulos, afetando desempenho, relações e qualidade de vida. O diagnóstico precoce evita que a dor passe a organizar a rotina do paciente e permite intervenções mais eficazes, capazes de preservar autonomia e bem-estar. O tratamento combina atividade física orientada, manejo do estresse, regulação do sono, acompanhamento psicológico, terapias complementares e, quando necessário, medicação ajustada ao quadro. Segundo o especialista, a melhora depende da constância no cuidado e da reorganização consciente da rotina, reduzindo a sobrecarga e estimulando escolhas mais sustentáveis.

O aumento de casos em jovens reforça a urgência de discutir limites, autocuidado e saúde mental em uma sociedade que cobra produtividade contínua e presença digital ininterrupta. A mensagem final é clara: fibromialgia não é fraqueza, não é frescura e não é apenas estresse; é um alerta do corpo que pede atenção imediata.

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