Os países da zona do euro estão de acordo em manter as medidas extraordinárias de estímulo econômico até 2011, quando começarão a ser retiradas de maneira coordenada, caso seja confirmada a recuperação.
Esta decisão foi tomada hoje pelos ministros de Finanças do bloco e respaldada pela Comissão Europeia e pelo Banco Central Europeu (BCE), durante uma reunião realizada em Gotemburgo (Suécia).
A maioria das economias europeias está registrando espetaculares incrementos dos déficits e da dívida públicos, como consequência das numerosas ajudas ao setor financeiro e do aumento da despesa para impulsionar a atividade e fazer frente ao avanço do desemprego.
Apesar da evidente deterioração das finanças públicas, as autoridades estão conscientes de que uma retirada inoportuna dos incentivos poderia pôr em risco a recuperação.
Por isso, pela fragilidade ainda mostrada pela economia europeia, o grupo chegou hoje à conclusão de que “não chegou o momento de retirar os estímulos”, segundo explicou ao término do encontro o presidente do fórum informal, o primeiro-ministro luxemburguês, Jean-Claude Juncker.
“A situação econômica, embora esteja evoluindo positivamente, continua sendo frágil”, acrescentou Juncker.
Segundo o líder luxemburguês, é preciso esperar a confirmação de que a economia europeia se estabilizará em 2011.